Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Comemorar o Natal é uma tradição profundamente enraizada no Brasil e em muitos países da América Latina, sendo celebrada em lares de diversas classes sociais. No entanto, é importante lembrar que em grande parte do mundo essa data não é observada, devido a diferenças culturais e religiosas.
Um dos principais fatores para essa ausência de celebração é o caráter religioso do Natal, que marca o nascimento de Jesus Cristo, uma figura central para a religião cristã. Embora a maior parte dos cristãos ao redor do mundo celebre o Natal, povos que seguem outras tradições religiosas em diversas partes do planeta não comemoram essa data, pois suas crenças e festividades são pautadas em outros contextos espirituais.
De acordo com dados da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), as religiões mais predominantes no mundo são o Cristianismo (31,4% da população mundial), o Islamismo (23,2%) e o Hinduísmo (15%). Cada uma dessas religiões possui suas próprias festividades e rituais, que marcam o final de um ciclo e o início de outro, mas que não coincidem com o Natal, como conhecemos no Brasil.
Países que não celebram o Natal
Nos países islâmicos, como Indonésia, Paquistão, Bangladesh, Turquia, Egito, Nigéria, Líbia, Irã, entre outros, o Natal não é celebrado. Nessas nações, os ensinamentos do Islamismo, centrados nas palavras de Maomé, são mais relevantes. Embora respeitem Jesus Cristo como um dos cinco grandes profetas enviados por Deus, o Natal não é considerado um evento sagrado para os muçulmanos. Para eles, datas como o Ramadã e o Eid al-Fitr são de grande importância religiosa.
Nos países onde o Budismo predomina, como Vietnã, China, Tibet, Camboja, Coreia do Sul, Butão, Burma, Hong Kong, Japão, Mongólia, Singapura, Sri Lanka e Tailândia, o Natal também não é uma celebração religiosa. Embora muitos desses povos respeitem a tradição cristã, em suas culturas Jesus é visto como um “Bodhisattva” — uma figura de grande sabedoria espiritual, que busca superar dificuldades e beneficiar todos os seres. O Budismo, no entanto, tem suas próprias celebrações, como o Vesak, que marca o nascimento, iluminação e falecimento de Buda.
Os adeptos do Judaísmo, embora reconheçam a figura histórica de Jesus, não celebram o Natal como os cristãos. Para eles, a data que marca o fim do ano é o Hanukkah (ou Festa das Luzes), que celebra a vitória dos judeus sobre os gregos há mais de dois mil anos e simboliza a luta pela liberdade religiosa e contra a opressão. Hanukkah é uma festividade importante para a comunidade judaica e é comemorada com orações, acendimento de velas e refeições especiais.
Na Índia, onde a maioria da população segue o Hinduísmo, o Natal não é celebrado. Em vez disso, são comemoradas várias festas tradicionais, como o Durga Puja, Dasara, Ganesh Puja, Rama Navami, Krishna Janmashtami, Diwali, Holi e Baishakhi. Essas celebrações têm um forte componente religioso e cultural, com danças, cânticos e rituais que visam adorar a “energia divina” e as várias manifestações de deuses e deusas no panteão hindu.
Na China, onde o Taoísmo é a religião predominante, o Natal também não é celebrado. O Taoísmo tem uma visão de mundo bastante distinta, sem vínculo com a tradição cristã. No entanto, a China possui outras datas comemorativas relacionadas ao nascimento e à ascensão de grandes mestres taoístas, que são celebradas com rituais e cerimônias próprias.






