Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Rio Negro voltou a apresentar descidas nos últimos cinco dias, após um processo de recuperação do nível das águas por duas semanas, conforme dados do Porto de Manaus. Para o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o momento da estiagem no estado é de estabilidade.
“O Solimões, o Amazonas, na parte Sul do estado, o Rio Madeira, e também o Rio Acre, que abastece o Rio Purus. Todos eles voltaram a subir e depois apresentaram descidas nesse processo mais recente de final de vazante. Assim, no momento, a região está passando por uma fase de estabilidade da vazante”, destacou a superintendente e pesquisadora em Geociências do SGB em Manaus, Jussara Cury.
Nesta terça-feira, 29/10, o Rio Negro mede 12,25 metros, registrando 25 centímetros a menos que no último dia de subida, 23/10, quando o afluente registrou 12,50 metros. As águas atingiram sua maior redução da história no início do outubro, quando chegaram aos 12,11 metros na capital amazonense, superando o recorde histórico de 2023, de 12,70 metros.
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De acordo com Jussara Cury, para se iniciar um novo período hidrológico de enchente, espera-se a intensificação do período chuvoso. No entanto, atualmente, as precipitações não se consolidaram de forma a se estabelecer na bacia esse momento das chuvas.
“Temos chuvas na região de cabeceira e também na região central da bacia, só que elas ainda não são suficientes para vencer o processo da vazante. Por isso que costumamos afirmar que essa fase agora é de estabilidade. Essa semana, entre final de outubro e a primeira semana de novembro, tem pouca chuva prevista para a bacia”, destacou a pesquisadora.
Oscilações fazem parte da estabilidade
Conforme a superintentendente, somente há previsão de chuva para a segunda semana de novembro, de maneira mais regular e consistente, tanto na região de cabeceira quanto na região central do estado do Amazonas.
“Então, no momento, essas oscilações fazem parte do período da estabilidade. É um pouco diferente da questão do repiquete. O repiquete é uma mudança do comportamento. Essas agora são oscilações mesmo. São descidas, depois subidas e depois pode voltar a descer novamente”, explicou Jussara Cury.






