Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “Nós temos de olhar todas as notícias pelo lado empresarial como um recado muito claro para a classe política, de uma responsabilidade que nós temos com o País de mudar esse sistema tributário, que é caótico. A Reforma Tributária nunca esteve tão madura”.
A afirmação é da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, nesta quarta-feira, 28/6, ao tomar conhecimento do anúncio da Volkswagen de suspensão temporária da produção de veículos em suas fábricas no Brasil pela estagnação do mercado.
Segundo Tebet, o novo arcabouço fiscal vai permitir que as indústrias instaladas no Brasil se tornem mais competitivas e vai reduzir o Custo Brasil, que é um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e econômicas que atrapalham o crescimento do país, influenciam negativamente o ambiente de negócios, encarecem os preços dos produtos nacionais e custos de logística, comprometem investimentos e contribuem para uma excessiva carga tributária.
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Tebet também reconheceu que o programa anunciado, nesta quarta-feira, para baratear carros populares, não é suficiente e não dá para ficar apenas com remendos. Ainda, ao defender a aprovação da reforma, Tebet admitiu que alguns pontos devem ser analisados com cuidado, em especial o setor de serviços. É um dos que tem mais reclamado, alegando que os custos vão subir com a aprovação da reforma.
A ministra disse que ninguém vai perder, pois a transição será gradual e que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), nos próximos anos, vai injetar recursos nos caixas estaduais e municipais.

Suspensão da produção
Apesar dos incentivos do governo para aumentar as vendas de automóveis, a Volkswagen comunicou nesta terça-feira 27/6, a suspensão da produção carros nas unidades localizadas no Brasil, em São José dos Pinhais (PR), São Bernardo do Campo e Taubaté (SP). Em Taubaté, os dois turnos foram suspensos nesta semana. A fábrica de São Bernardo do Campo entrará em regime de férias coletivas de dez dias a partir de 10 de julho.
“Todas as ferramentas de flexibilização estão previstas em Acordo Coletivo firmado entre o sindicato e colaboradores da Volkswagen”, informou a montadora.
Em conjunto com o Sindicato dos Metalúrgicos, os metalúrgicos da General Motors concordaram, em assembleia nesta terça-feira, 27/6, com o acordo de suspensão temporária do contrato de trabalho (lay-off), proposto pela montadora, para preservar os empregos dos trabalhadores.
Cerca de 1.200 trabalhadores poderão ser afastados de suas funções por um período de até dez meses. Nesse intervalo, os funcionários não poderão ser demitidos. A General Motors continuará pagando o salário dos funcionários, mais benefícios.
Confira abaixo a Portaria GM/MDIC Nº 165, de 20 de junho de 2023:






