Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um homem ainda não identificado foi executado com cerca de 20 tiros na noite deste sábado, 10/1, na comunidade Riacho Doce, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.
De acordo com informações preliminares, ele era o principal suspeito de envolvimento no estupro e assassinato da jovem Juliana da Silva Teixeira, de 22 anos, encontrada morta em um terreno baldio no conjunto Manoa, também na zona Norte.
A execução ocorreu no cruzamento das ruas Santos Dias e 1º de Maio. O crime aconteceu em via pública e foi gravado em vídeo, que passou a circular nas redes sociais. As imagens mostram o homem sendo interrogado e, em seguida, baleado diversas vezes.
Juliana estava desaparecida desde a noite de quinta-feira, 8, após sair de casa, segundo familiares, para comer pizza. No dia seguinte, o corpo da jovem foi encontrado em um terreno baldio na rua Aramari. Ela estava despida e apresentava marcas de golpes de faca no pescoço.
Até então, a principal pista da investigação era uma imagem de câmera de vigilância que mostrava Juliana caminhando ao lado de um homem pouco antes de desaparecer. No vídeo, a jovem aparenta estar retraída, levantando a suspeita de que poderia estar sob coação. Com a divulgação das imagens, o homem passou a ser procurado informalmente e ficou conhecido pelo apelido de “Loirinho”.
Informações que circulam nas redes sociais apontam que ele teria confessado o crime antes de ser morto. No entanto, nenhuma dessas informações foi confirmada oficialmente pela polícia.
A execução do suspeito teria sido realizada por integrantes de uma facção criminosa, durante o chamado “tribunal do crime”. Em um dos vídeos, é possível ouvir a frase “Jack é sal”, expressão utilizada por facções para se referir a pessoas acusadas de estupro.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) informou que irá investigar tanto a morte de Juliana quanto a execução do suspeito, para esclarecer as circunstâncias de ambos os crimes.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS acompanha o caso e aguarda posicionamento oficial da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).






