Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Pelo menos três cavalos morreram e outros ficaram gravemente doentes por suspeita de intoxicação alimentar em um haras na zona Centro-Sul de Manaus. A possível causa é a ingestão de uma toxina com sintomas semelhantes ao botulismo, levando os animais a um estado crítico.
A Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal, da Agência de Defesa Agropecuária (Adaf), iniciou uma investigação para identificar a origem da contaminação e prevenir novos casos, conforme informou a instituição de ensino responsável pelo local.
Leia também: Nomeação de filho da chefe do Ministério Público na CMM abre debate sobre isonomia entre poderes
Priscila Meneses, mãe de um dos proprietários de cavalos no haras, relatou a uma emissora de TV local que o veterinário responsável indicou uma possível intoxicação coletiva causada por alimento contaminado.
“Suspeita-se que seja uma toxina do botulismo, responsável pela morte dos cavalos, e os outros estão apresentando os mesmos sintomas. O único tratamento possível é a aplicação de soro, mas não há garantias de sobrevivência. As cenas são tristes, grotescas e impactantes”, afirmou.



A Universidade Nilton Lins informou, por nota, que ao identificar os primeiros sintomas, adotou as seguintes medidas preventivas:
- Isolamento da área suspeita de contaminação.
- Reforço no atendimento veterinário com monitoramento contínuo.
- Desinfecção rigorosa do local.
- Substituição imediata da ração e insumos alimentares.
- Monitoramento 24 horas para acompanhar a saúde dos demais animais.
Ação política e investigação
A deputada estadual Joana Darc (União) e o vereador Aldenor Lima (União), defensores da causa animal, estiveram no haras no sábado, 4/1, para averiguar o caso. Em nota conjunta, os políticos afirmaram ter acionado as autoridades e destacado possíveis conexões com outros casos de mortes de cavalos em Manaus e em Presidente Figueiredo.
“Recebemos várias denúncias e relatos de cavalos que estão morrendo de forma misteriosa aqui em Manaus, tanto no caso do Haras Nilton Lins quanto no bairro Tarumã. Além disso, um cavalo com sintomas semelhantes morreu em Presidente Figueiredo. Todos os casos aconteceram de forma SIMULTÂNEA, ao mesmo tempo, da mesma forma. A grande suspeita é a alimentação, seja a ração ou feno que pode estar com lote contaminado”, explicaram.
Eles alertaram tutores de cavalos a buscarem assistência veterinária imediatamente ao identificar sintomas semelhantes. Os políticos garantiram que os proprietários do haras e os tutores dos cavalos serão ouvidos pela Polícia Civil, e que solicitarão investigação nos demais locais. Joana Darc reforçou que, embora não haja indícios de maus-tratos no Haras Nilton Lins, é essencial apurar responsabilidades e evitar novas mortes.
Ambos destacaram que o suporte veterinário oferecido aos animais trouxe algum alívio, mas ressaltaram que muitos cavalos ainda correm risco. “Nosso papel é garantir que todas as providências sejam tomadas e defender sempre os animais”, concluíram na publicação.






