Caio Silva – Rios de Notícias
NOVO ARIPUANÃ (AM) – Nem a forte chuva desanimou os torcedores da Lenda do Jurupari, que comemoraram, no domingo, 28/9, a vitória do Festlendas 2025. A festa tomou conta da arena e seguiu até a Quadra do Kanamari, local escolhido para as celebrações oficiais do título.
Cristiano de Melo Rodrigues, presidente da Associação Folclórica da Lenda do Jurupari, destacou o esforço coletivo da equipe. “A chuva ajudou a lavar a alma. A expectativa era enorme, todos trabalharam diariamente para esse resultado. Estávamos em 4º lugar e chegamos ao topo”, brincou.
O coreógrafo Junior Santos, conhecido como Junior da Ciranda, ressaltou o empenho nos preparativos. “Foram meses de trabalho, de pesquisa e desenvolvimento da temática. Foi muito sacrificado, mas sou grato a Deus, à lenda que me deu essa oportunidade e à imprensa”, disse.
A emoção também esteve presente na família Nogueira. Nonatinho Nogueira afirmou que seguir o legado do pai é motivo de orgulho. “Ele me ensinou a dançar desde pequeno, comecei no boizinho. Hoje, danço na arena por incentivo dele”, contou.
O pai, Nonato Nogueira, reforçou que a conquista é fruto de dedicação. “Foi um ano de pesquisa intensa, de muito trabalho com alegorias, galpão e ensaios. Esse título veio da garra e da determinação”, ressaltou.
Sobre a fantasia do Xamã que come fogo, um dos destaques da apresentação, Nonatinho preferiu manter o mistério. “O segredo não pode ser revelado, mas o pai deu algumas dicas”, disse, sorrindo.
A celebração reuniu jovens, adultos e crianças que, sob a chuva, dançaram ao som das toadas. “É muito orgulho. Oito vezes campeão”, vibrou um torcedor.
Entre os destaques individuais, Julio Vecner, intérprete do Boto da Lenda do Jurupari, explicou que a construção do personagem exigiu dedicação diária. “Foram muitos ensaios, de manhã e à noite. Os passos foram inspirados no Breno Tavares e em um festival de Santarém, no Pará”, revelou. Já a guerreira indígena Vitória Pavão, estreante no item, descreveu sua experiência como um grande desafio.
“Já participava do festival como guardiã tribal, mas assumir essa função exigiu ainda mais empenho. Trabalhei arduamente e me dediquei muito. Foi muito gratificante”, concluiu.






