Redação Rios
BRASIL – O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta segunda-feira, 16/3, que não pode acusar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ter recebido recursos provenientes de um esquema de desvios em aposentadorias.
No entanto, o parlamentar ressaltou que uma testemunha declarou à comissão que Luís Cláudio, conhecido como Lulinha, receberia uma mesada de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como principal operador das fraudes.
“O governo blindou e nos impediu de quebrar o sigilo fiscal dele”, disse Viana em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. A quebra de sigilo chegou a ser aprovada pela CPMI, mas foi posteriormente suspensa por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Mensagens e investigação
Na mesma entrevista, Viana afirmou que o número de telefone para o qual o banqueiro Daniel Vorcaro enviou uma mensagem que teria como destinatário o ministro Alexandre de Moraes pertence a uma linha funcional do STF.
O senador disse que irá solicitar esclarecimentos à Corte para identificar quem estava com a linha no momento do envio. A mensagem – “conseguiu bloquear?” – foi encaminhada em 17 de novembro, horas antes da primeira prisão de Vorcaro.
“Em um país sério, Moraes seria afastado, assim como os parlamentares citados”, afirmou Viana. Ele ponderou, no entanto, que o fato de o nome do ministro constar na lista de contatos do celular de Vorcaro, por si só, não configura irregularidade, destacando que o banqueiro mantinha uma ampla rede de influência.
O próprio nome de Viana aparece entre os contatos do investigado, mas o senador afirmou que não conhecia Vorcaro antes da revelação do caso.
Por fim, o parlamentar disse esperar que o banqueiro firme um acordo de delação premiada. Segundo ele, o ministro André Mendonça poderia homologar eventual colaboração, mesmo que outros integrantes do STF sejam citados.
*Com informações da Agência Estado






