Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A roda-gigante instalada no Complexo Turístico da Ponta Negra, na zona Oeste de Manaus, na quinta-feira, 20/11, está com ingressos que chegam a R$ 40,00. No entanto, os preços provocaram insatisfação entre frequentadores.
A atração passa a integrar o conjunto de estruturas montadas pela Prefeitura de Manaus para o período de festas e conta com 18 cabines destinadas ao público. O Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com frequentadores que questionaram o valor e afirmaram que o local não é acessível para a população manauara.
“Eu achei que o preço tá muito alto, 40 reais. Não vale a pena pagar para dar meia volta, porque toda hora vai abastecendo e não dá tempo de gravar, e quando a gente vai ver, tá embaixo, já acabou. Eu prefiro pagar para ir em outro lugar, pago 40 reais entra eu, minha filha e meu marido, a gente se diverte mais do que na roda-gigante”, diz Luana Souza.

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A visitante Valdemiro Sarmento destaca que o valor do ingresso poderia ser mais acessível para a população, permitindo que mais pessoas visitassem o local.
“Tá caro. É muito linda a atração, mas mesmo assim tá caro. Eu acredito que, se tivesse um preço mais razoável, todo mundo participaria e visitaria, onde com certeza daria mais gente. Com esse dinheiro, poderiam ser feitas melhorias em outras coisas, para todo mundo vir pra se divertir”, disse Valdemiro Sarmento.

O prefeito David Almeida havia anunciado que os ingressos seriam acessíveis, mas os valores divulgados pela empresa responsável pela atração geraram questionamentos.
O ingresso inteiro custa R$ 40 e a meia-entrada R$ 20 (válida para estudantes, idosos e pessoas com deficiência, mediante apresentação de documento). Há ainda a taxa de conveniência para compras online: R$ 6 na inteira e R$ 3 na meia, elevando os preços finais para R$ 46 e R$ 23.

Acesso à pista de patinação
Já para a pista de patinação no gelo, a entrada ocorre mediante a troca de uma lata de leite integral pelo ingresso, com sessões de 30 minutos. No entanto, a população afirma que o processo não é acessível, já que é necessário realizar agendamento antecipado, algo que, segundo visitantes, poderia ser simplificado se o agendamento fosse feito no próprio local.

“Sim, eu achei muito complicado devido ter que agendar. A gente é pai de família, trabalha a semana toda, nossos filhos são menores. A doação em si é muito boa, mas o problema é agendar. A gente veio só para olhar mesmo, porque não tem como brincar”, disse Marlucia Prestes.






