Redação Rios
BRASÍLIA (DF) – O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e arquivou um inquérito da Operação Lava Jato sobre suspeitas de propinas a políticos do MDB, beneficiando os senadores Eduardo Braga (AM) e Renan Calheiros (AL).
A investigação foi iniciada após a delação de Nelson Mello, ex-diretor de relações institucionais da Hypermarcas, que afirmou ter repassado recursos a políticos para promover interesses da empresa entre 2013 e 2015.
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No entanto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu que não há provas conclusivas, solicitando o arquivamento. “Não há evidências de que os parlamentares foram os destinatários finais das vantagens ilícitas”, declarou Gonet ao STF.
Essa conclusão da PGR vai de encontro à posição da Polícia Federal, que, em setembro, indiciou Braga e Calheiros por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Fachin justificou o arquivamento com base no parecer da PGR, destacando a ausência de interesse do Ministério Público Federal em dar continuidade à investigação. Além dos senadores, o inquérito, agora desmembrado, inclui o ex-senador Romero Jucá, o lobista Milton Lyra e Nelson Mello, cujos casos serão decididos pela Justiça do Distrito Federal, já que não possuem foro privilegiado.
*Com informações da Agência Estado






