Iris Fontenele – Rios de Noticias
BRASIL – Preso desde julho de 2025 no Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, o rapper Oruam divulgou nesta terça-feira, 9/9, uma carta aberta em que afirma ser vítima de injustiça e reforça sua identidade como artista, não criminoso.
A mensagem, publicada em suas redes sociais, aborda temas como fé, arrependimento, críticas ao sistema judicial e reflexões sobre amizades verdadeiras e falsas após sua prisão.
Oruam responde a acusações graves, incluindo tentativa de homicídio qualificado, tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência à prisão, desacato, lesão corporal e direção perigosa.
A defesa do artista sustenta que ele agiu em legítima defesa, nega qualquer envolvimento com o tráfico e aponta que a criminalização estaria ligada tanto ao estilo musical que representa (o trap) quanto ao fato de ser filho do traficante Marcinho VP, preso desde 1996.
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Repercussão nas redes e apoio de coletivos
A carta teve grande repercussão nas redes sociais, especialmente entre fãs de comunidades periféricas, onde o trap tem forte influência.
Coletivos de direitos humanos também se manifestaram, questionando o rigor das acusações e comparando o caso com o tratamento dado a figuras públicas brancas em situações semelhantes.
Trecho da carta
No texto, o rapper reafirma sua inocência e diz que está sendo julgado por sua aparência e histórico familiar:
“Um leão ferido ainda é um leão. Ninguém prende quem tem a mente livre”, escreveu.
Próximos passos
Oruam segue preso preventivamente em Bangu 3, aguardando julgamento. Sua equipe jurídica informou que pretende recorrer da prisão preventiva nos próximos dias. O caso continua em investigação.





