Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O naufrágio da lancha Lima de Abreu XV completa dois meses nesta terça-feira, 13/4, ainda marcado pela dor e pela incerteza. O acidente ocorreu no dia 13 de fevereiro, por volta das 12h30, na região do Encontro das Águas, em Manaus, e deixou cinco pessoas desaparecidas.
A embarcação fazia o trajeto entre Manaus e o município de Nova Olinda do Norte quando afundou após enfrentar um forte banzeiro.
Operada pela empresa Lima de Abreu Navegações, a lancha transportava cerca de 80 pessoas. Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida.
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O naufrágio deixou três mortos e cinco desaparecidos. Entre os desaparecidos estão Carla Izel, Apoliana Oliveira, Patrícia Barroso da Silva, Renato Alan Melo Baggio e Ramualdo Maciel de Almeida.
Angústia e falta de respostas
Dois meses após a tragédia, familiares ainda convivem com a falta de respostas. A empresária Núbia da Silva Lima relata o sofrimento diante da ausência de informações sobre o paradeiro de desaparecidos, entre eles Apoliana Oliveira.
“Não, não… a gente não teve nenhuma notícia deles dois ainda. A gente não sabe notícias deles dois, é complicado”, desabafou.
Ela também destaca a sensação de impotência diante da demora por respostas. “A gente não entra em contato com os Bombeiros, porque não sei, né? Esse tempo é só sofrimento, a gente sofre muito”, afirmou.
Buscas mobilizaram equipes
Após o acidente, equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil realizaram buscas intensas na região, utilizando embarcações e equipamentos como sonares.
As operações ocorreram em duas frentes: na superfície, com varreduras ao longo do rio e nas margens, em um trecho que se estendia até o município de Itacoatiara; e em áreas mais distantes, como Parintins, diante da possibilidade de as correntezas levarem destroços ou vítimas para outras regiões.
Prisão do piloto
A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva do piloto da embarcação, José da Silva Gama, de 42 anos. A decisão foi confirmada em março, durante audiência de custódia.
O comandante chegou a ser detido no dia do acidente, mas foi liberado após pagamento de fiança. Após a decretação da prisão, ele permaneceu foragido por cerca de um mês, até se entregar à polícia.
Relatos de testemunhas e vídeos registrados à época indicam que o piloto estaria realizando uma espécie de “racha” com outra lancha no momento do acidente. Também há suspeitas de que a embarcação transportava passageiros acima da capacidade permitida.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas (Arsepam) para obter informações atualizadas sobre o caso, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.






