Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amazonas (SINJOR-AM) emitiu, nesta quinta-feira, 5/2, uma nota de repudio sobre a práticas jornalísticas sensacionalistas que exploram o sofrimento psíquico de pessoas para gerar audiência, por violarem a ética profissional e a dignidade humana.
Em nota o SINJOR e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em consonância com a Recomendação nº 001/2026 da Defensoria Pública do Estado (DPE/AM), manifestaram publicamente seu profundo repúdio às recentes práticas jornalísticas que ferem os princípios éticos e a dignidade humana. “É inaceitável que veículos de comunicação e/ou profissionais utilizem o sofrimento psíquico de cidadãos e cidadãs com o intuito de ganhar audiência e acessos ou produzir notícias sensacionalistas”, disse.
Respeito a honra
E continuou a Liberdade de Imprensa, embora fundamental à democracia, não é um salvo-conduto para o excesso. Ela deve coexistir com o respeito absoluto à intimidade e à honra, conforme preceitua o Artigo 5º, X, da Constituição Federal.
“O SINJOR/AM e a FENAJ reafirmam que o exercício profissional ético e com a prática voltada ao interesse público, exige o distanciamento do sensacionalismo, a proteção de dados sensíveis e a proibição de entrevistas com indivíduos que não possuam plena capacidade de consentimento”, manifestou.
Ética
Para o Sindicato e a Federaçao a ética é o alicerce do jornalismo.
“Não toleramos a revitimização de pessoas em estado de vulnerabilidade, prática que afronta diretamente o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Por fim, instamos as Instituições de Ensino Superior (IES) a fortalecerem o debate sobre a responsabilidade social da profissão e a importância da PEC do Diploma (206/2012) que assegura na graduação de nível superior noções sobre o comportamento profissional. Entendemos que, a formação profissional e humanística sólida, podem garantir a prática do jornalismo de qualidade, imune à desinformação e ao oportunismo midiático”, finalizou.






