Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O mercado de mobilidade tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil, e dentro desse cenário, os veículos de duas rodas, especialmente as motocicletas, ocupam papel estratégico.
Além da versatilidade no uso cotidiano, o avanço do setor de entregas e o aumento da presença feminina na pilotagem têm ampliado o alcance desse segmento, com reflexos diretos na economia e na geração de empregos, sobretudo no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Nesta terça-feira, 14/10, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) divulgou o balanço de produção dos nove primeiros meses de 2025. Segundo o presidente da entidade, Marcos Bento, o desempenho da indústria superou as expectativas.
“A projeção inicial de crescimento era de 7,5%, mas revisamos esse número para 11,5%, devido à performance positiva ao longo do ano. Estamos projetando uma produção total de 1,95 milhão de unidades em 2025 e, quem sabe, alcançar os 2 milhões em 2026”, afirmou.
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Bento também destacou que, mesmo com a taxa Selic elevada, atualmente em 15% , o consórcio tem se consolidado como uma alternativa atraente ao financiamento tradicional, oferecendo maior previsibilidade e juros mais baixos.
O dirigente ainda ressaltou o otimismo do setor para o último trimestre, impulsionado pelas festas de fim de ano e pelo fortalecimento do delivery. “A motocicleta caiu no gosto do brasileiro pela eficiência na mobilidade urbana e facilidade de acesso ao mercado de trabalho. Esses fatores sustentam nosso otimismo para encerrar 2025 como um ano extremamente positivo”, declarou.

O crescimento do polo de duas rodas em Manaus também tem refletido na geração de empregos diretos e indiretos, dentro e fora do estado. “O setor valoriza a contratação local, mas seus reflexos econômicos vão além das fronteiras do Amazonas. Estamos confiantes na continuidade dessa expansão”, reforçou o presidente da Abraciclo.
Ao comentar o impacto do aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos, o chamado “tarifaço de Trump”, Bento reconheceu a importância do mercado americano para a indústria brasileira.
“Mesmo diante das novas barreiras comerciais, encontramos alternativas para manter as exportações. Esperamos que as tarifas retornem aos níveis anteriores, permitindo que o Brasil continue exportando de forma competitiva para os EUA”, concluiu.






