Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Servidores da educação denunciaram agressões e o uso da Guarda Municipal durante o protesto realizado contra a reforma da previdência municipal, apelidada pelos manifestantes de “PL da Morte”, nessa quinta-feira, 20/11, na Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. O ato ocorreu durante a inauguração da roda-gigante instalada no local.
O ato foi motivado pela sanção da Lei Complementar nº 27, que altera as regras do regime de previdência dos servidores municipais. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus na última segunda-feira, 17, com 28 votos a favor e 10 contrários.
A manifestação começou por volta das 17h e se estendeu até o fim da noite. Vestidos de preto, os educadores exibiram faixas com fotos de vereadores que votaram a favor do PLC e anunciaram que devem buscar medidas judiciais para tentar anular a lei. A presença dos manifestantes marcou o evento de inauguração e movimentou a região com centenas de profissionais da educação.
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Durante o protesto, servidores puxaram coro de “Fora, David”, em referência ao prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), além de realizarem panelaço e exibirem cartazes. “David, seu opressor, tu não vai ser governador”, gritavam.
Momentos de tensão
Segundo relatos de professores presentes, em um dos momentos da manifestação, alguns servidores teriam sido agredidos por um homem ligado à equipe de segurança do prefeito David Almeida. A cena foi registrada e compartilhada nas redes sociais, marcando o protesto com tensão e denúncias de tentativas de coação.
Em outro momento, vídeos publicados nas redes sociais mostram que agentes da Guarda Municipal interromperam o ato ao apreenderem um carro de som usado pelos manifestantes. Alguns professores foram levados ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Santo Antônio, para prestar esclarecimentos.
De acordo com um dos manifestantes, ao chegarem ao DIP, o delegado não estava presente. Eles afirmaram que a justificativa dada pela Guarda para apreender o carro de som seria perturbação do sossego. O ex-vereador Amauri Gomes (União Brasil) também esteve no local para acompanhar a situação.
A coordenadora administrativa do Asprom Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus), Elma Sampaio, classificou o projeto como “perverso” e afirmou que a reforma reduz valores de pensão para cônjuges e filhos.
“O salário vai ser reduzido em 30%. Por isso chamamos de ‘pele da morte’. Quem vai querer se aposentar tendo seu salário reduzido em 30%? É muita crueldade, muita perversidade do prefeito David Almeida”, declarou.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e com a Guarda Municipal para esclarecer as denúncias, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.






