Nayadra Oliveira – Rios de Notícias
Manaus (AM) – Um ano após o desabamento da Passarela Santos Dumont, na avenida Torquato Tapajós, zona Centro-Oeste de Manaus, a Prefeitura anunciou que irá construir uma nova estrutura. No entanto, até o momento, não há qualquer definição sobre quando as obras vão começar nem previsão de conclusão.
Ao portal G1, a gestão municipal afirmou que decidiu arcar integralmente com a reconstrução da estrutura, para que se retome de forma imediata a normalidade do fluxo no trecho. “A Prefeitura seguirá buscando, por meio legal, o reembolso dos valores investidos para garantir a segurança da população”, afirmou.
A passarela desabou em 6 de julho de 2024, após ser atingida por uma carreta que transportava um trator, uma retroescavadeira e um rolo compactador. No acidente, duas pessoas ficaram feridas, um homem que passava sob a estrutura e um motociclista atingido pelos destroços. O motorista do veículo foi conduzido à delegacia, multado e teve o veículo retido.
Na época, a Prefeitura prometeu que a estrutura seria reconstruída em até seis meses. No entanto, passados 12 meses, o local segue sem qualquer sinal de obra. Apenas faixas de pedestres foram implantadas como alternativa provisória.
Na manhã desta terça-feira, 8/7, a equipe do Portal Rios de Notícias esteve no local e ouviu a população sobre a situação atual da passarela. O sentimento predominante entre quem circula diariamente pela área foi de frustração e insegurança.
População cobra urgência
O vigilante Francisco Alves criticou a demora para iniciar as obras e afirmou que é uma necessidade para a população. “Essa passarela, não sei por que, até agora, não continuaram. Já teve acidente grave aqui, entendeu? E até agora nada. Não sei o motivo. Isso aqui é uma necessidade.”
O eletricista José Ribamar, que precisa atravessar a avenida com frequência, disse que a travessia virou um risco diário devido ao número alto de motos e veículos.
“Pelo tempo que caiu, já era para ter feito alguma coisa. Isso aqui é muito perigoso com o tráfego. A gente atravessa correndo, vem moto, vem carro. É um desespero, ainda mais quando tem muita gente”, ressaltou o eletricista.
Para Manoel Miranda, outro trabalhador da região, a faixa de pedestres implantada no local acabou sendo usada como desculpa para postergar a obra. “Enquanto tiver essa faixa para passar, estão levando com a barriga. Só colocaram a faixa e esqueceram a passarela”, destacou Manoel.
Já Carlos Carvalho, que mora perto do local do acidente, disse que a população ainda deve manter alguma esperança. “A gente tem que acreditar que vai, porque estamos necessitados. Principalmente quem está aqui todos os dias nesse terminal, esperando ônibus, cruzando a via. Essa passarela faz falta”, pontuou Carvalho.
Sem prazos
A reportagem contatou a Prefeitura de Manaus a fim de obter respostas a respeito do cronograma de obras e os prazos, mas até o fechamento desta matéria, a gestão municipal não havia respondeu aos questionamentos enviados.






