Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A construção da nova sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), com custo estimado em R$ 25,8 milhões e promessa de estrutura de alto padrão, gerou forte repercussão nas redes sociais do Portal RIOS DE NOTÍCIAS.
Internautas criticaram a iniciativa, alegando que os recursos poderiam ser direcionados a áreas mais urgentes da cidade. Entre as principais críticas, moradores questionaram a falta de investimentos em escolas, unidades de saúde e programas sociais.
“Quero ver revitalizar escolas e as casinhas da família, se é que ainda existem”, escreveu um internauta. Também houve cobranças por maior fiscalização na aplicação do dinheiro público.

“Não existe um órgão de fiscalização do dinheiro público nesta cidade? Nem um MP estadual, nem federal? Só indo para o Fantástico que esses órgãos se mexem?”, criticou outro.

“O paradoxo é muito grande ao ver uma estrutura dessa e a realidade nas ruas da cidade, com paradas de ônibus nos bairros em ruínas”, apontou um terceiro comentário.

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Usuários também lembraram que Manaus possui prédios públicos abandonados que poderiam ser reaproveitados, evitando novos gastos. Parte das críticas foi direcionada ao próprio Implurb, acusado de não conseguir organizar de forma eficaz o crescimento urbano da capital.
“Uma bela sede para o instituto. Agora só falta fazerem jus ao nome, porque o planejamento urbano de Manaus é inexistente”, ironizou um internauta.

“Pra que isso? Dinheiro público é fácil, né? Péssimo administrador e ainda acha que não deve satisfação à população”, escreveu outro, em crítica direta ao prefeito David Almeida (Avante).

Projeto do Implurb
A nova sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) está sendo construída nas imediações da Avenida Desembargador João Machado, no loteamento Parque Mosaico, zona Oeste de Manaus. A obra, financiada com recursos públicos, está orçada em mais de R$ 25,8 milhões.
Com a inauguração se aproximando, o Implurb firmou, no último dia 29 de agosto, um aditivo contratual que aumentou em R$ 5,1 milhões o custo da obra. O valor inicial, de R$ 20,6 milhões, subiu para o montante atual — um acréscimo de 24,93%. As informações constam na edição do Diário Oficial do Município (DOM) publicada em 1º de setembro.






