Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O secretário municipal de Educação, Junior Mar, foi alvo de vaias durante o II Seminário de Educação Inclusiva, realizado no Distrito Industrial I, zona Sul de Manaus, na quarta-feira, 25/3.
Segundo a narração de vídeos do evento, que reuniu professores, pedagogos e outros profissionais da educação, a proposta era discutir avanços na inclusão nas escolas municipais. No entanto, o encontro foi marcado por manifestações de insatisfação de parte dos participantes.
A reação ocorreu em meio a críticas sobre a efetividade das políticas de inclusão adotadas pela gestão municipal. Alguns educadores questionaram a realização do seminário em um ano eleitoral e apontaram o caráter pontual da iniciativa, sem continuidade de ações estruturais ao longo dos anos.
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Um dos momentos mais destacados do vídeo foi a fala da professora Nelma Sampaio, direcionada ao secretário de Educação. Segundo o Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical – Manaus), ela expôs dificuldades enfrentadas diariamente nas escolas.
Entre os problemas citados estão a falta de suporte especializado, carência de profissionais qualificados, ausência de materiais adequados e desafios na implementação de práticas inclusivas no ensino municipal.
Silenciada, mas apoiada
De acordo com a narração, após sua manifestação, a professora chegou a ser convidada a se retirar do local. A tentativa, porém, gerou reação imediata de outros educadores, que se mobilizaram em apoio a Nelma, defendendo seu direito de fala. Ela permaneceu no espaço e continuou sendo respaldada pelos colegas.
“Nelma Sampaio disse verdades que todos que vivem a realidade das escolas da cidade sabem. Parabéns à professora pela coragem! O Sindicato está aqui para todo o apoio necessário”, destacou a Asprom Sindical.
Após o episódio, o secretário Junior Mar se aproximou da professora e ouviu as críticas, em um momento de diálogo que refletiu a percepção coletiva da categoria sobre a realidade enfrentada diariamente pelos profissionais da educação.
Segundo a Asprom Sindical, a inclusão escolar exige mais do que eventos institucionais: é necessária a implementação efetiva de políticas públicas, investimento em formação, contratação de profissionais especializados e melhoria da infraestrutura das unidades de ensino.
O II Seminário de Educação Especial Inclusiva teve início na segunda-feira, 23, e ocorre ao longo da semana em um espaço destinado à formação de profissionais da rede estadual de ensino.
Posicionamento
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) sobre os problemas apontados, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos citados.






