Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A seca extrema no estado Amazonas segue longe de acabar. Imagens gravadas por um morador da comunidade Irapajé 1, localizada às margens do Lago Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, mostram um cenário de vazante onde as águas passam apenas por um “córrego”.
Em um dos vídeos, o homem mostra um trecho em que há um pouco mais de água, onde é necessário atravessar por uma ponte improvisada de madeira. Enquanto isso, ele narra o que considera ser uma verdadeira aventura amazônica.
“Tem que atravessar essa parte que ainda tem água, que não seca totalmente. Tem que atravessar aqui onde está tudo seco. É um canalzinho que ficou, que vai embora para casa lá. Está tudo seco, parece um deserto. Um total deserto!”, ressalta o homem.
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Ele ainda conta que da residência da comunidade mais distante, até o ponto em que está na gravação, são cerca de cinco quilômetros. “De lá descarrega a produção que tem para carregar para cá, e daqui tem mais um quilômetro para a beira do rio [Solimões]”, comenta.
Nível da seca
Em Manacapuru – município onde a comunidade Irapajé 1 é situada – o Rio Solimões mede 6,11 metros nesta terça-feira, 10/12, registrando ainda nível crítico de vazante. Com isso, o afluente está a 4,05 metros de distância do recorde de vazante registrado em outubro deste ano.
No entanto, a subida do Solimões não foi suficiente para influenciar a subida do Lago Manacapuru. Com isso, a população local segue sofrendo os impactos da seca, sem previsão de uma mudança de realidade, e com a esperança de que dias melhores virão.






