Redação Rios
MANAUS (AM) – A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, atinge cerca de 27,9% da população brasileira, segundo dados do Ministério da Saúde (MS).
Antes de se tornar hipertensão plena, existe uma fase chamada pré-hipertensão, considerada crucial para evitar o desenvolvimento do quadro mais grave da doença. O maior desafio é que essa fase costuma ser assintomática, exigindo atenção redobrada.
Desde 2025, após diretriz apresentada no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, a pré-hipertensão passou a ser definida por valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120–139 mmHg sistólica e/ou 80–89 mmHg diastólica).
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A atualização amplia o grupo de pessoas em alerta e pode ajudar a conter o avanço da hipertensão no país, desde que medidas preventivas sejam adotadas de forma consistente.
Embora não seja considerada uma doença, a pré-hipertensão indica maior sobrecarga do sistema cardiovascular. Como geralmente não apresenta sintomas evidentes, a condição costuma ser detectada apenas em medições rotineiras.
Estudos mostram que pessoas nessa faixa têm maior probabilidade de evoluir para hipertensão arterial, além de riscos aumentados de infarto, acidente vascular cerebral e problemas renais.
Segundo Jhonata Vasconcelos, supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, o tratamento inicial quase sempre envolve mudanças no estilo de vida. “Na maioria dos casos, o tratamento começa com hábitos mais saudáveis, como alimentação equilibrada, redução do sal e prática regular de exercícios físicos”, afirma.
Uso de medicamentos
Em situações específicas, medicamentos podem ser indicados, principalmente quando o paciente apresenta alto risco cardiovascular ou outras condições clínicas associadas. “Os remédios só são recomendados quando o risco elevado persiste, mesmo após mudanças no estilo de vida, ou em casos de diabetes ou doença renal”, explica Vasconcelos.
Entre os fármacos mais utilizados estão os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, e os bloqueadores do receptor de angiotensina, como a candesartana.
Eles ajudam a controlar a pressão arterial e a reduzir a sobrecarga sobre coração e rins, sempre com acompanhamento médico. O especialista reforça que o uso de medicamentos não substitui hábitos saudáveis, que continuam sendo essenciais no tratamento.
Prevenção: menos sal, mais exercício
Fatores como consumo excessivo de sódio e alimentos ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, ingestão frequente de álcool, tabagismo, estresse prolongado e predisposição genética aumentam o risco de pré-hipertensão.
Para prevenir o avanço da doença, os especialistas recomendam reduzir o consumo de sal, priorizar alimentos naturais, manter o peso corporal adequado e praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, como caminhadas ou ciclismo. Além disso, o monitoramento regular da pressão arterial é fundamental para identificar alterações precoces e agir a tempo.
*Com informações da assessoria






