Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O casarão que abriga a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas guarda décadas de história e memória do Centro de Manaus. Localizado na Travessa Vivaldo Lima, em frente ao Porto, o imóvel, que já foi residência e oficina de embarcações, hoje funciona como sede administrativa.
Durante a visita do quadro “Rolê Rios” ao espaço histórico, a superintendente do Iphan Amazonas, Beatriz Calheiro, reforçou a importância do patrimônio cultural para o desenvolvimento social e econômico, sobretudo em meio as celebrações do Dia Nacional do Patrimônio Cultural, neste domingo, 17 de agosto.
“É importante a gente perceber o quanto que o patrimônio movimenta a possibilidade do desenvolvimento local, a partir da nossa relação com a nossa cidade, com o nosso bairro, com o nosso estado, os valores, aquilo que a gente acredita na nossa memória, na nossa identificação. Esse reconhecimento faz com que a gente passe a agir”, afirmou ela.
Leia mais: Rolê Rios: conheça o Centro Cultural Palácio da Justiça, a história viva no Centro de Manaus

De casarão à sede do Iphan
O arquiteto e coordenador técnico Rafael Azevedo destacou a relevância do prédio, que segundo ele, reflete o modelo comum da época, em que o térreo abrigava atividades comerciais e a parte superior era destinada à moradia. A parte inferior da residência era uma oficina mecânica para embarcações.
“O edifício-sede do Iphan é um pouco representativo dessa arquitetura de valor histórico, cultural aqui do centro histórico de Manaus. Era um imóvel ligado ao porto, com uma importância econômica importante pra transformação que ocorreu no centro histórico a partir da virada do século XIX para o século XX”, explicou o profissional.


Desde 1987, quando o Iphan assumiu o imóvel, o local passou por adaptações. “O retrofit é uma mistura do que é o original, mas também para essas adaptações para os tempos atuais. Foi implantado um elevador, a parte superior teve uma modificação bem sutil na cobertura, mas preservando as características do imóvel”, destacou.
Visitação e eventos
Beatriz Calheiro destacou ainda que o casarão está aberto ao público e recebe atividades culturais. “Era uma casa, tinha uma oficina mecânica para atender as embarcações, tinha uma família, então é uma casa cheia de vida, isso a gente busca preservar. Já fizemos exposições, encontros com diversos artistas”, ressaltou.


Para a superintendente, o espaço deve cada vez mais se consolidar como símbolo de memória coletiva. “A gente está ainda sempre em procedimento para melhorar a sede, para que ela funcione como o nosso sonho e que, de fato, ela se estabeleça como uma casa do patrimônio”, concluiu Calheiro.






