Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A robótica vem ganhando destaque como uma poderosa ferramenta para valorizar a tecnologia e impulsionar a inovação, a criatividade e o raciocínio lógico em uma sociedade cada vez mais digital.
Sob a perspectiva do pedagogo e mestre em tecnologias emergentes em educação, Jhony Abreu, a robótica educacional se difere dos mega robôs industriais, sendo uma abordagem que leva conceitos inspirados na TV diretamente para a sala de aula.
De acordo com Abreu, a robótica educacional proporciona às crianças a oportunidade de se familiarizarem com a linguagem de programação, o pensamento computacional e as noções mecânicas que permeiam a robótica, envolvendo-as em um aprendizado tecnológico de forma lúdica e divertida.
“Eu costumo brincar que quando as pessoas falam de robótica, pensam logo naqueles mega robôs da indústria automotiva, quando a gente pensa em robótica educacional, a gente leva esses conceitos que vemos na televisão, dos robôs para a sala de aula de forma que as crianças, vão se utilizar da linguagem de programação, do pensamento computacional, das questões mecânicas que envolvem a robótica para a sala de aula”, explicou Jhony.
Através dessa metodologia, é possível ensinar não apenas robótica, mas também outras matérias, uma vez que a tecnologia se integra a todos esses campos do conhecimento. “A gente ensina tecnologia utilizando esses conceitos em sala de aula, então a gente consegue levar robótica educacional para ensinar matemática, linguagens, ciências e artes, pois a tecnologia vai embarcada em tudo isso”, afirma o especialista.

A abordagem educativa da robótica se estende desde os primeiros anos escolares até o ensino médio, gradualmente introduzindo conceitos avançados, como inteligência artificial, programação e linguagem de programação. A construção de aplicativos e jogos faz com que o ensino seja mais prazeroso e eficiente, estimulando o aprendizado dos estudantes.
Dentro da realidade atual, um dos maiores desafios é estimular a criatividade, e a introdução de atividades como a robótica pode influenciar de maneira significativa o aprendizado nas escolas, abordando temas e desafios que as crianças tem que lidar diariamente.
“Eu penso que desenvolver a criatividade dos estudantes hoje, do ponto de vista da sala de aula e do dia a dia, vai formar jovens mais resolutivos. E muitas vezes o conteúdo dado em sala de aula não condiz com a realidade”, ressaltou Jhony.
Cultura Maker
A cultura maker é uma parte integrante da robótica educacional, incentivando os alunos a criarem com as próprias mãos. Apesar de ser um termo moderno, a prática é antiga e proporciona ao aluno o protagonismo no aprendizado, permitindo que eles criem protótipos, desenvolvam habilidades de coordenação motora, trabalho em equipe e planejamento, enquanto constroem conceitos e conhecimentos relevantes para seu dia a dia.
“Nós sempre fomos makers, só não sistematizamos esse conhecimento. O Brasil ainda não se utilizou definitivamente dessa abordagem no dia a dia. Quando a gente fala em cultura maker, a gente fala do momento em que o aluno vai protagonizar o aprendizado, é ele que vai criar protótipos, botar a mão na massa, construir conceitos e conhecimentos que estão relacionados com o dia a dia dele”, destacou Abreu.
Com a mudança na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a robótica educacional surge como uma promissora alternativa para oferecer uma abordagem pedagógica que favorece e estimula o aprendizado, preparando os estudantes para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais tecnológico e conectado. Assim, a robótica educacional se apresenta como um recurso indispensável na formação de cidadãos capacitados e criativos para o futuro.
“O professor se tornar mais um mediador nesse processo”
Jhony Abreu, pedagogo






