Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 13/2, para criticar o que, segundo ele, seria a antecipação eleitoral do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que é cotado para concorrer ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026.
No post, Cidade, que foi candidato a prefeito nas eleições de 2024, afirmou que tem observado movimentações políticas antecipadas, com foco na disputa pelo Governo do Estado, mesmo após uma eleição recente. O parlamentar disse considerar a estratégia precipitada e destacou que o poder não deve estar acima das necessidades da população.
“Quem pensa em poder, tudo pelo poder, acaba se atropelando”, afirmou Roberto Cidade, ressaltando que é preciso priorizar o povo do estado.
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A declaração de Cidade ocorre após um episódio envolvendo o prefeito de Manaus, David Almeida. Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 12, os microfones captaram uma conversa informal entre o prefeito e o vereador Rodinei Ramos (Avante), em que David afirma ter “entregue à prefeitura” ao seu vice, gerando repercussão política.
À noite, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, David Almeida afirmou que a frase não teve conotação política, mas que se referia a um afastamento do cargo por recomendação médica.
Prioridade ao mandato
O deputado afirmou que a postura do prefeito de Manaus demonstra prioridade ao poder em vez de cumprir o mandato atual. Ele sugeriu que a população do Amazonas pode reagir nas urnas, reconhecendo quem trabalha com responsabilidade.
“Eu acredito muito que a população do Amazonas sabe reconhecer quem trabalha e quem faz política com responsabilidade”, afirmou Cidade.
O parlamentar também disse que, em sua trajetória pública, sempre buscou entender o momento correto para agir, pensando nas demandas da população. Segundo ele, o estado já começa a perceber que há políticos que atuam apenas em busca de poder.
“Não é assim que funciona. No final, quem decide é o povo”, disse.






