Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A onça-pintada Luna morreu aos 25 anos na manhã deste domingo, 15/2, no Zoológico Municipal de Limeira, no interior de São Paulo. De acordo com a administração do local, a morte ocorreu por causas naturais. Ela era considerada a fêmea mais longeva da espécie em cativeiro no Brasil.
O animal foi encontrado por volta das 7h50 pelo médico-veterinário do zoológico, Glauber Luiz Puzone, durante a rotina diária de monitoramento. Luna vivia sob acompanhamento técnico constante e já havia ultrapassado a expectativa de vida da espécie na natureza, estimada entre 15 e 16 anos.
O prefeito de Limeira, Murilo Félix, lamentou a morte em suas redes sociais e destacou o trabalho da equipe do zoológico.
“Ela encantou gerações, representou nossos animais silvestres e colocou o nome da nossa cidade na história. Quero agradecer e parabenizar todos os profissionais do Zoo de Limeira, que sempre cuidaram dela com amor, respeito e excelência. Estivemos lá, eu e minha esposa, acompanhando o trabalho dos veterinários e da equipe, e posso afirmar: a Luna teve todo o cuidado necessário e um fim de vida digno, tranquilo e sem dor”, afirmou.
Luna foi resgatada em 2002, em Manaus, após denúncia de tráfico de animais silvestres. Depois do resgate, o Ibama encaminhou a onça para o Zoológico de Limeira, onde passou a viver em ambiente controlado e sob acompanhamento permanente.

Considerando a estimativa de cerca de dois anos de idade no momento do resgate, Luna chegou aos 25 anos, tornando-se um dos exemplares mais longevos da espécie no país.
Nos últimos anos, a onça recebeu acompanhamento contínuo de veterinários, biólogos e tratadores, com protocolos específicos para a fase senil. Em abril de 2025, a equipe do zoológico promoveu uma celebração pelos 25 anos do animal, com atividades voltadas ao estímulo sensorial e ao bem-estar.
Luna convivia com o filho, Negão, de 18 anos, nascido no Zoológico de Limeira em outubro de 2007. O felino tem coloração predominantemente preta, característica herdada do pai.






