Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em ato falho, o reflexo do rosto do general do Exército Mauro Lourena Cid, aparece em uma das imagens de escultura identificadas pela Polícia Federal em investigação sobre o esquema internacional da venda de joias e outros presentes recebidos pelo então presidente Jair Bolsonaro de autoridades árabes. A imagem refletida colocou o pai do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, como alvo da PF, em operação realizada nesta sexta-feira, 11/8.
De acordo com investigações da Polícia Federal, foram ainda reveladas conversas entre pai e filho, onde Mauro Cid filho pediu para que o pai tirasse foto das joias. Em seguida, ele manda as fotos de dois objetos: uma palmeira e um barco dourados. Uma das imagens virou prova contra o pai do ex-assessor e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.


A inconfundível prova, foi o rosto do general aparecer no espelho da caixa no momento em que ele fotografava um dos itens para pedir uma avaliação do valor em lojas especializadas. No reflexo, aparece o rosto enquanto ele segura, com as duas mãos, o aparelho celular na horizontal, logo abaixo do queixo.
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As investigações dão conta que as esculturas que deveriam ser incorporadas ao acervo da União, foram parar nos Estados Unidos em uma mala transportada no avião presidencial, no dia 30 de dezembro de 2022, logo no fim do mandato de Jair Bolsonaro. Chegando ao país de destino, a rota planejada era levar os itens para estabelecimentos especializados em avaliação para a cotação de venda.
Mauro Cid filho ainda manda dois endereços para o pai, identificados como lojas que, aparentemente, comercializam objetos de ouro ou outros metais preciosos.
Escultura

Na imagem, o então presidente Jair Bolsonaro aparece recebendo a escultura num evento realizado em 16 de novembro de 2021, durante o Encerramento do Seminário Empresarial da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira na cidade de Manama, no Reino do Bahrein.






