Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Com a necessidade de evolução e o desenvolvimentos em empresas, a Tecnologia da Informação (TI) cresce e se torna cada vez mais uma necessidade das pessoas no dia a dia. Porém, a escassez de profissionais qualificados é um problema encontrado no Brasil, sendo ainda mais crítico no Amazonas.
Apesar dos esforços para incentivar a área tecnológica no Estado, o déficit de profissionais persiste e um dos motivos é a remuneração.
“O mercado de TI no Amazonas enfrenta um desafio significativo. A maioria das empresas que contratam desenvolvedores está disposta a contratar mão de obra menos qualificada, visando pagar salários mais baixos. Consequentemente, os profissionais que se destacam não hesitam em abandonar seus empregos regionais para buscar oportunidades em empresas nacionais de maior relevância”
Caio Viga, engenheiro de software
De acordo com estudos da área, a expectativa para este ano é que o setor de tecnologia da informação avance 6,2% diante de um cenário de ajuste e redirecionamento de gastos, mas favorecido pelo consumo de tecnologia pelas empresas, que deve crescer 8,7% até o fim do ano.
No entanto, o mercado valoriza profissionais com formação sólida nessa área. É fundamental aproveitar esse momento, pois a tecnologia está em constante evolução, exigindo dos profissionais um conhecimento cada vez mais abrangente.
“Aqueles que estudam e se aprofundam na área se destacam e se tornam excepcionais. É crucial compreender esse momento e buscar valorizar o conhecimento”, é o que garante o diretor da Associação Amazonense dos Profissionais de Tecnologia e Inovação (AATEC), Jairo Alves.
Já para o engenheiro de software, Caio Viga é necessário criar medidas para construir um mercado competitivo que estimule a permanência dos talentos locais na região de origem.
“Para lidar com esse problema, é fundamental que as empresas invistam em programas de capacitação e desenvolvimento profissional, a fim de atrair e reter talentos qualificados. Além disso, é necessário que haja conscientização sobre a importância de valorizar e remunerar adequadamente os profissionais de TI, reconhecendo seu papel estratégico nas organizações”, declarou Viga.
Trabalho remoto

Mesmo com o alto índice de profissionais formados em tecnologia da informação deixando a região, o trabalho remoto tem se tornado cada vez mais comum. A modalidade permite que esses especialistas atuem em diferentes localidades.
“Para esses profissionais, a realidade de trabalhar de casa está cada vez maior no Brasil. Conheço colegas que moram aqui em Manaus, mas trabalham remotamente para grandes empresas internacionais”, afirma Jairo Alves.
Ainda sobre a questão salarial, Caio realçou a diferença na remuneração e a possibilidade dos profissionais atuarem em qualquer lugar.
“Quando olhamos para o cenário internacional, as diferenças salariais são ainda mais acentuadas. Os profissionais da área de desenvolvimento de software têm a possibilidade de receber salários até 5 vezes maiores do que os propostos no Brasil. Além disso, a capacidade de atuar em qualquer lugar do mundo facilita bastante essa transição”, disse Caio.






