Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Profissionais da educação protestam, na manhã desta quarta-feira, 24/9, em frente à Câmara Municipal de Manaus, no bairro Santo Antônio, zona Oeste da cidade, contra o Projeto de Lei Complementar nº 8/2025, que trata da Reforma da Previdência dos servidores municipais.
A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), após aprovação da greve em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último dia 16. Durante o protesto, nesta quarta-feira, escolas suspenderam as aulas em apoio à mobilização dos profissionais da educação.
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Em frente à Câmara, a movimentação de servidores da educação chamou atenção. Os manifestantes exibiam cartazes com críticas ao projeto e pedidos de arquivamento da proposta, além de reivindicações por mais valorização e respeito da gestão municipal. Frases como “Aposentadoria não é favor, é direito do professor” podiam ser lidas nos materiais produzidos pelos grevistas.
Apoio político e críticas à gestão
Durante o ato, políticos contrários à proposta também se manifestaram. O vereador José Ricardo (PT) subiu ao palanque e criticou o prefeito David Almeida (Avante). “Retira já, prefeito David Almeida”, disse ele, exigindo o arquivamento do projeto.
Em discursos inflamados, manifestantes compararam o projeto à “escravidão moderna”, argumentando que, com as novas regras, muitos profissionais podem morrer antes de conquistar o direito à aposentadoria. Um deles afirmou: “Vamos viver, vamos lutar, e nós vamos vencer essa corja de malandros”, em referência à gestão atual.
Entenda o projeto
O Projeto de Lei Complementar nº 8/2025 é parte de uma reforma previdenciária elaborada com base em uma minuta da consultoria Brasilis. A proposta modifica regras de aposentadoria e pensão para servidores municipais e apresenta novos critérios de elegibilidade, transição e valores dos benefícios.
Entre os pontos mais polêmicos estão:
- Aumento da idade mínima para aposentadoria: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.
- Tempo mínimo de contribuição: 25 anos.
- Mudanças para professores: Mantido o direito de se aposentar cinco anos antes da idade mínima.
- Aposentadoria compulsória: Passa a ser aos 75 anos, exigindo maior tempo de serviço público.
A proposta tem gerado forte reação entre os servidores, especialmente da área da educação, que afirmam não terem sido ouvidos durante a construção do texto. O movimento promete continuar com as mobilizações enquanto o projeto estiver em tramitação na Câmara.






