Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Aos gritos de “David opressor não será governador”, professores da rede municipal de ensino protestaram na manhã desta terça-feira, 18/11, em frente à Prefeitura de Manaus, no bairro Compensa, zona Oeste, e no Centro de Cooperação da Cidade, na zona Centro-Sul, para pedir que o prefeito David Almeida (Avante) não sancione a reforma da previdência aprovada na Câmara Municipal.
“O projeto foi aprovado pelos vereadores que só votam nos interesses do prefeito. Mas ainda não foi sancionado. A nossa luta agora é impedir que isso aconteça”, disse em entrevista a professora Elma Sampaio, coordenadora administrativa da Asprom Sindical.
A categoria voltou a enviar um ofício ao prefeito pedindo audiência. Segundo a Asprom Sindical, os professores querem abrir diálogo para explicar por que rejeitam o que chamam de “PL da Morte”.

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A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 08/2025 nesta segunda-feira, 17, com 28 votos favoráveis e 10 contrários. A proposta altera idade mínima, tempo de contribuição e cálculo do benefício para cerca de 35 mil servidores municipais.
O que diz o projeto?
Pelas novas regras, a idade mínima passa a ser de 62 anos para mulheres e 65 para homens. Para professores, reduz cinco anos: 57 para mulheres e 60 para homens. O tempo mínimo de contribuição sobe para 25 anos, além de 10 anos no serviço público e 5 no cargo atual.
O cálculo da aposentadoria também muda: o valor inicial passa a ser de 70% da média de todas as contribuições, com acréscimo de 2% por ano acima dos 25. Em resposta a greve segue por tempo indeterminado.
Pelo menos 30% da categoria permanece em atividade, conforme determinação legal. O movimento é organizado pela Asprom Sindical, que promete intensificar as ações caso o prefeito sancione o projeto.












