Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os professores da rede municipal de ensino de Manaus anunciaram greve geral após a aprovação, em primeiro turno, do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 8/2025, que trata da reforma da previdência dos servidores municipais. A votação ocorreu na manhã desta quarta-feira, 5/11, na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
A categoria promete uma paralisação na próxima sexta-feira, 7, em protesto contra o resultado da votação, que terminou com 30 votos a favor e 10 contra. A proposta altera regras de aposentadoria e pensão dos servidores públicos municipais, elevando idade mínima e tempo de contribuição.
A professora Elma Sampaio, representante do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), classificou o projeto como o “PL da Morte”, afirmando que ele destrói o sonho de aposentadoria dos profissionais da educação.
“O que aconteceu na Casa Legislativa Municipal não tem precedentes. Nós conceituamos como uma grande imoralidade, um descaramento. Muitas vezes é prática dessa Casa atropelar os interesses da população. Nós instituímos o projeto da moralidade, mas esse projeto prejudica nossa aposentadoria e destrói o sonho dos servidores públicos de Manaus”, disse a professora.
Elma destacou ainda que os protestos devem continuar, uma vez que não houve diálogo com a categoria antes da votação. Segundo ela, a aprovação foi conduzida pelos vereadores da base do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).
“Nós realmente nos preocupamos muito quando temos que sair da escola para vir por esses momentos, mas é a necessidade que obriga. Hoje tivemos que deixar a sala de aula para fazer pressão contra a aprovação desse PL da Morte, mas já estava tudo arquitetado pelo prefeito e sua base aliada”, afirmou.
O professor Ivan Candirú, diretor da Asprom, reforçou a convocação dos professores e pedagogos para participar do ato na sexta-feira (7), na Praça da Polícia, no Centro de Manaus.
“O que aconteceu hoje nesta Casa Legislativa não tem precedentes e prejudica nossa aposentadoria. Destrói o sonho dos servidores públicos de Manaus — um presente da maldade. A única maneira de frear isso é ir para as ruas lutar e resistir”, disse.
Oposição reage
Após a sessão, vereadores de oposição, como coronel Rosses (PL), Rodrigo Guedes (Progressistas) e Capitão Carpê (PL), também criticaram o resultado da votação e a condução do processo legislativo.
“É um escândalo para o funcionalismo público municipal essa questão da previdência. A única maneira de frear isso é os servidores irem para as ruas lutar, porque é a única forma de enfrentar o prefeito”, afirmou o coronel Rosses.
“Foi o maior golpe, a maior manobra política sórdida e podre da história da Câmara Municipal de Manaus. Algo sem precedentes”, declarou Rodrigo Guedes.






