Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Profissionais da rede estadual de ensino do Amazonas realizam nesta segunda-feira, 6/4, um ato público na sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, bairro Compensa, zona Oeste, para denunciar a suspensão do plano de saúde da categoria e cobrar uma resposta imediata das autoridades.
Segundo a categoria, esta é a quarta vez que o problema se repete, afetando diretamente o acesso a atendimentos médicos essenciais. Há um acúmulo de aproximadamente oito meses de atraso nos pagamentos, que ultrapassa R$ 52 milhões.
De acordo com os profissionais, a dívida tem provocado interrupção de serviços básicos, deixando pacientes sem atendimento e impedindo o acesso a tratamentos urgentes.
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Impactos
Entre os principais efeitos da suspensão do plano estão casos de pacientes com câncer sem continuidade no tratamento, gestantes sem acompanhamento pré-natal e servidores impedidos de utilizar os serviços de saúde. A situação é classificada pela categoria como um cenário de abandono e descaso, em contraste com o discurso oficial sobre valorização dos profissionais da educação.
Em resposta à crise, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) organiza o ato público, que começou às 8h30, com o objetivo de pressionar pela regularização imediata do plano de saúde, pagamento das dívidas e respeito aos direitos básicos da categoria.
O sindicato alerta que a precarização das condições dos trabalhadores impacta diretamente na qualidade da educação no estado, reforçando que a manifestação busca garantir o direito fundamental à saúde.
A professora Ana Cristina, presidente do Sinteam, declarou neste domingo, 5, que os profissionais seguem sem data-base e sem plano de saúde da Hapvida. Ela relatou casos de trabalhadores que necessitam de hemodiálise, tratamento oncológico e cesarianas que não puderam ser realizados. “O plano de saúde é uma conquista de todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação”, destacou.
Sem resposta
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (Seduc) sobre as reivindicações, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação da secretaria.






