Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em vídeo divulgado nas redes sociais, neste sábado, 28/6, a professora e pré-candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), fez críticas sobre a situação de Parintins, que mesmo sendo palco de um dos maiores eventos culturais do país, ainda enfrenta problemas estruturais.
Com tom indignado, ela chamou atenção para a contradição entre o brilho do Festival Folclórico e a realidade vivida pela população local.
“A gente precisa devolver a política pro povo. A gente precisa cuidar das pessoas. Um festival não pode ser de uma elite, ele tem que ser do povo mesmo e durar o ano todo. Parintins é muito, muito grande pra ter só três dias de festival”, afirmou Maria do Carmo.
Leia também: Ministro do Turismo, presidentes do Senado e da Câmara desembarcam em Parintins para o Festival
A declaração veio em meio a uma série de denúncias feitas pela imprensa sobre falhas estruturais e descaso com os serviços públicos no município. Uma reportagem da Rede Rios de Comunicação flagrou rachaduras e trechos danificados na orla da cidade, recém-inaugurada pela Prefeitura, o que coloca em risco moradores e turistas justamente no período de maior fluxo de visitantes.
“A política em Manaus está uma vergonha. Aí eu acabo de ver uma notícia de Parintins e fiquei pensando: Parintins tem 120 mil habitantes, mais ou menos, e nessa época do ano dobra a população. Todo ano tem o festival. E aí eu vejo aqueles políticos, né, que vão nessa época muito animados, com seus camarotes de luxo, tudo pago por nós, a maioria, né, enquanto o povo sofre falta d’água, falta de saneamento”, disse Maria do Carmo.
Outro problema grave é o lixão a céu aberto localizado próximo a áreas residenciais e cursos d’água. O cenário de abandono, já denunciado em 2024, permanece inalterado, com resíduos espalhados por toda a área, incluindo móveis quebrados, plásticos e entulhos. A situação representa riscos diretos à saúde da população e ao meio ambiente.
Durante a semana do festival, ruas centrais como a Clarindo Chaves, que liga o Bumbódromo à Catedral de Parintins, ficaram alagadas, dificultando o trânsito de pedestres e torcedores dos bois Caprichoso e Garantido. Moradores foram forçados a improvisar, usando sacos plásticos nos pés ou pagando triciclos para evitar a água suja.
Diante desse cenário, Maria do Carmo defendeu que o festival não deve servir apenas como vitrine para políticos e camarotes financiados com dinheiro público, mas que Parintins merece investimentos permanentes que melhorem a vida da população ao longo de todo o ano.
“Eu tô aí só notando tudo isso, porque a gente vai mudar essa realidade. Ah, vamos sim. Coragem eu tenho, vontade também. E a gente precisa de muita gente para mudar essa realidade. Mas a gente começa, cada um de nós, e principalmente com você”, concluiu Maria do Carmo.






