Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Durante a semana em que professores e pedagogos da rede municipal de ensino paralisaram as atividades e protestaram em frente à Câmara Municipal de Manaus contra o chamado “PL da Morte”, projeto que trata da reforma da Previdência Municipal, o prefeito David Almeida (Avante) criticou duramente os manifestantes, nesta quinta-feira, 25/9.
Segundo o prefeito, os servidores que participam dos protestos estariam “atentando contra o próprio futuro”, durante o Encontro da Rede Brasileira de Institutos de Planejamento. A declaração ignora a rejeição generalizada da proposta por sindicatos e profissionais da educação.
A reforma enviada à Câmara pela Prefeitura em agosto deste ano prevê aumento no tempo de contribuição dos servidores municipais, o que impacta principalmente os trabalhadores da educação, que poderão ter que trabalhar até sete anos a mais para se aposentar, especialmente as mulheres.
Apesar da paralisação de cerca de 140 escolas e do indicativo de greve geral, David Almeida minimizou os protestos e afirmou que poderia “lavar as mãos com relação a este assunto”, sugerindo que a mobilização não teria efeito sobre ele.
A postura do prefeito gerou forte repercussão nas redes sociais, com internautas criticando sua declaração e relembrando promessas de campanha. Muitos destacaram a “insensibilidade da gestão diante das demandas dos profissionais da educação”, que defendem seus direitos e lutam contra uma reforma considerada prejudicial.






