Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) indiciará os quatro policiais militares, ainda não identificados, pelo crime de estupro contra uma mulher indígena da etnia kokama. O caso que foi denunciado nesta semana ocorreu entre os anos de 2022 e 2023 no município de Santo Antônio do Içá, no interior do estado.
Em nota enviada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a Polícia Militar do Amazonas informou que a apuração das denúncias está em fase de finalização e os quatro policiais militares envolvidos serão indiciados pelo crime de estupro, de acordo com as provas dos autos analisadas durante a investigação.
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Segundo a corporação, um procedimento administrativo disciplinar foi aberto para apurar a conduta do comportamento dos policiais militares que pode causar a expulsão deles da instituição.
Em outra medida tomada, os policiais militares tiveram suas armas recolhidas, mas seguem exercendo a função até o encerramento das investigações do caso.
“O Comando da Policia Militar do Amazonas repudia os atos que foram cometidos contra a vítima e reforça que não compactua com essa conduta”, declarou a PM por meio da nota.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) instaurou um inquérito policial para investigar o caso.
Os dois órgãos também irão colher novos depoimentos que envolvem o caso para finalizar o procedimento investigativo e enviar para a Justiça.
Um outro procedimento para analisar a conduta dos policiais militares foi aberto pela Corregedoria-Geral da Justiça do Sistema de Segurança do Amazonas. A medida visa apurar a conduta dos envolvidos.
Entenda o caso
Uma mulher indígena de 29 anos, da etnia Kokama, denunciou policiais militares e um guarda municipal de ter sido mantida como escrava sexual por quase dez meses dentro da delegacia de Santo Antônio do Içá.
De acordo com a vítima, os abusos eram cometidos por policiais militares e um guarda municipal, logo após o parto de seu filho, que, ainda permaneceu com ela na cela durante os dois primeiros meses de vida.
Ainda, segundo a denúncia, os agentes obrigavam a mulher a consumir bebidas alcóolicas antes das agressões, que ocorreram durante o puérperio.
A 53ª Delegacia Interativa de Polícia do município não possuía cela feminina e ela foi mantida convivendo com outros detentos homens.






