Letícia Rolim e Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Nove agentes de polícia e dois civis foram presos em flagrante no último sábado, 23/3, em Manacapuru, a 70.66 quilômetros de Manaus, em uma operação conjunta envolvendo as forças de segurança. Os suspeitos enfrentam uma série de acusações, incluindo extorsão mediante sequestro e porte ilegal de arma de fogo.
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A ação policial resultou na prisão de quatro policiais civis e cinco policiais militares, incluindo figuras como o Delegado Ericson de Souza Tavares, titular do 6º Distrito Integrado de Polícia, e o 3º sargento da PM, Alexandro Conceição dos Santos. As prisões foram realizadas após uma denúncia anônima e conduzidas pelos próprios policiais militares da região.
“Temos entre os presos policiais militares já investigados pela inteligência da corporação. É mais uma ação onde nós mostramos que o Sistema de Segurança Pública, a Polícia Militar e a Polícia Civil não compactuam. Conseguimos efetuar a prisão em flagrante com base em uma denúncia anônima, na qual foi constatado que se tratava de policiais militares e civis. Entre eles, há também um ex-policial que já foi expulso por ações delituosas“, destacou Klinger Paiva, comandante geral da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 25/3.
Além dos mencionados, foram presos Kemer Cruz Pimentel e Ueslei Rodrigues da Silva (cabos da PM), Germano da Luz Júnior (ex-PM), Edvaldo Everton Pinto de Souza (ex-estagiário da PC), Alessandro Edwards da Cruz (PC), Jozimo Diniz da Silva (PM), Eldon Nascimento de Souza (PM), Anderson de Almeida Maia (PC) e Eliezio Alencar de Castro (PC).
As investigações sobre os suspeitos foram conduzidas tanto pelas corporações de segurança pública do Estado quanto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e pela Promotoria de Justiça de Manacapuru. As acusações vão desde formação de associação criminosa até adulteração de veículos.
“Havia denúncias de que policiais estavam cometendo crime de extorsão. Houve a abordagem e os elementos de informação que foram colhidos. Naquele momento, foram suficientes para o judiciário decretar o cárcere preliminar dessas onze pessoas, sendo quatro policiais civis, cinco policiais militares e dois civis”, afirmou Bruno Fraga, Delegado geral da Polícia Civil.
Investigação
A prisão em flagrante ocorreu após investigações realizadas com base em informações recebidas sobre um possível sequestro no bairro da Correnteza, onde os agentes foram abordados em um veículo Ônix Sedan branco, estando armados e vestidos com uniformes policiais.
O Delegado Ericson, ao ser questionado sobre as acusações, negou qualquer envolvimento nos crimes, alegando que estavam em uma missão oficial quando foram abordados pelos policiais militares. Segundo ele, a situação foi um mal-entendido que está sendo esclarecido.
“A gente tava em uma ocorrência aqui em Manacapuru e os PMs abordaram a gente aqui. Aí deu essa confusão com eles aqui, por conta disso. Mas já tá se resolvendo. Apreendemos 3 pistolas na nossa ocorrência e na sequência fomos abordados pelos PMs”, explicava.
O caso foi encaminhado à justiça e o flagrante convertido em prisão preventiva para todos os envolvidos, totalizando 11 detidos, incluindo ex-membros das corporações policiais.
“Eles estão presos preventivamente, e responderão pelos crimes de extorsão, adulteração de sinal de veículo automotor e porte irregular de armas de fogo. Foram apreendidos alguns armamentos, veículos, capas de colete, além de algumas placas balísticas. Todo esse procedimento vai ser encaminhado à Justiça. As investigações vão continuar e, além delas, medidas administrativas serão tomadas pela corregedoria”, reforçou o delegado geral.






