Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Polícia Federal (PF) realizou a Operação Falsi Captivi, nesta terça-feira, 19/3, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa de falsificadores de documentos. Os suspeitos são investigados por fraudar benefício previdenciário de Auxílio-Reclusão.
A ação cumpriu cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão relacionados a uma investigação no Amazonas, em Minas Gerais e no Paraná.
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Em coletiva de impresa realizada na sede da PF, o delegado federal Diego Barroso, que é Chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários (Deleprev) no Amazonas, explica qual a dinâmica em que os criminosos agiam.
“Esses suspeitos solicitavam o benefício até de pessoas inexistentes. São falsos presos. Alguns auxílios, em sua maioria solicitados, eram pessoas que nunca foram presas, mas com a falsificação, eles acabavam angariando esses auxílios”
Os levantamentos efetuados a partir do cruzamento de informações, realizadas pelo relatório de informação do Núcleo de Inteligência Previdência do Ministério da Previdência Social (NUINP), indicaram que o auxílio foi solicitado com data retroativa por meio de documentação falsa e adulterada.


Com o aprofundamento das investigações, apurou-se que o grupo utilizava declarações falsas/adulteradas de reclusão, inserção de contrato de trabalho inverídico em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e informação de vínculos empregatícios fraudulenta.
“Ele coopitavam essas famílias, com uma mãe com filhos menores e de baixa renda, não importando se o pai estava preso ou não, e eles conseguiam fazer essa falsificação e edição de documentos com essa reclusão”, contou Diego Barroso.
Os elementos indicam um possível prejuízo aproximado, até a última consulta das autoridades, de R$ 1.5 milhão. Segundo o delegado, bens dos suspeitos foram apreendidos e contas bancárias dos envolvidos foram bloqueadas.
“Essas provas serão compartilhadas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que é o autor desses pagamentos e terá que fazer as investigações administrativas. E porventura, a gente verifique que outros beneficios que não foram relacionados a 1º fase, sejam avaliadas em uma segunda, conforme análise”
Diego Barroso, delegado federal
Os alvos da operação poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário, falsificação e uso de documentos falsos, com penas que podem chegar a mais de 21 anos de prisão e multa.






