Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O deslizamento de terra ocorrido na área portuária de Manacapuru, acendeu o alerta da Defesa Civil do Amazonas que enviou uma equipe técnica para o município de Autazes, a 113 quilômetros de Manaus.
A inspeção no porto da terra do leite e do queijo foi motivada porque a Defesa Civil Municipal na última terça-feira, 8/10, identificou uma fissura geológica de aproximadamente 350 metros de extensão e 15 cm de espessura nesta estrutura portuária de Autazes e solicitou uma análise mais robusta por parte da Defesa Civil do Estado.
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A avaliação das condições geológicas do porto foi detalhada na vistoria dessa quinta-feira, 10/10, e foi recomendado pela Defesa Civil do Estado a interdição de parte do Porto e que o embarque e desembarque seja transferido para outro local.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS, conversou nesta sexta-feira, 11/10, com o consultor financeiro Alon Hans que fez uma análise do impacto econômico que a ação pode gerar para a economia local.
“Houve o deslizamento de terra em Manacapuru e agora essa interdição em Autazes. É importante ter resoluções e medidas mitigadora na infraestrutura de transporte alternativa, por exemplo, investir em soluções de transporte terrestre e aéreo nas regiões mais críticas afetadas pela extrema seca para garantir o abastecimento de mercadorias durante este período. Melhorar as rodovias e expandir a malha viária onde for viável pode reduzir a dependência excessiva dos rios”, ponderou.


Para o especialista, essas soluções demandam planejamento governamental, investimentos, e a colaboração entre setor público e privado, além de parcerias internacionais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas que exacerbam esses fenômenos na região.
“Desenvolver sistemas de monitoramento mais eficazes para prever períodos de seca e organizar planos de contingência para garantir o abastecimento e a segurança alimentar. O uso de tecnologias, como satélites e sensores, pode ajudar na antecipação de riscos e na resposta rápida são importantes para que a economia não seja tão prejudicada”, disse Alon Hans.
De acordo com secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, a rápida intervenção vai prevenir desastres e proteger a comunidade local.
As características do solo e a estabilidade das margens do rio foram vistas pelos especialistas e foi detectado riscos de deslizamentos que comprometem a segurança e as operações no local.






