Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu aliados e apoiadores durante ato realizado no domingo, 29/6, na avenida Paulista, em São Paulo.
O ato batizado como “Justiça Já” teve como principal bandeira a defesa da liberdade de expressão, a contestação de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e o pedido de anistia para os presos do 8 de janeiro.
A manifestação, organizada pelo pastor Silas Malafaia, contou com a presença de governadores, senadores e deputados federais e estaduais de diversos estados. Representando o Amazonas, participaram o deputado federal Capitão Alberto Neto e o deputado estadual Delegado Péricles, ambos do PL.
Antes da manifestação, os políticos foram recebidos pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Palácio dos Bandeirantes, ao lado de Bolsonaro. Nas redes sociais, Alberto Neto compartilhou sua chegada.
“Já em São Paulo ao lado do nosso líder Jair Bolsonaro, prontos para mais uma manifestação pacífica! O povo brasileiro está acordado, firme e lutando pelos seus direitos. Deus, Pátria, Família e Liberdade!”, escreveu o parlamentar.
Na mesma linha, o deputado Delegado Péricles usou sua conta para reforçar o discurso de lealdade ao ex-presidente e criticar adversários:
“@jairmessiasbolsonaro é verdadeiro, íntegro e honesto. Deu exemplo de gestão sem um caso de corrupção em seu governo. Enquanto outros voltaram à cena do crime e, sem escrúpulo e medo, continuam nos roubando descaradamente”.
O ápice do ato ocorreu durante o discurso de Bolsonaro, que fez declarações de tom emocional e convocatório:
“Não interessa onde eu esteja. Não interessa a covardia que porventura façam comigo. Porque eu tenho a certeza que o objetivo final não é prender, é eliminar”, disse o ex-presidente, que é réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado.
Reafirmando seu engajamento político, Bolsonaro também lançou um apelo para as eleições de 2026 em apoio as políticos conservadores:
“Logicamente, não quero ser preso e nem morto. Mas não posso fugir da minha responsabilidade. Se vocês me derem, por ocasião das eleições do ano que vem, 50% da Câmara e 50% do Senado, eu mudo o destino do Brasil!”, disse.






