Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Motoristas e cobradores do transporte público de Manaus realizaram uma paralisação relâmpago, na tarde desta terça-feira, 25/11, no Terminal 1, na avenida Constantino Nery, zona Sul da capital. A categoria protesta contra o atraso no pagamento do vale-alimentação e do décimo terceiro salário, o que motivou a interrupção repentina do serviço.
Cerca de 100 ônibus ficaram estacionados nas proximidades do Olímpico Clube, bloqueando parcialmente o trânsito e causando lentidão no entorno. Vídeos divulgados nas redes sociais registram o momento em que motoristas interrompem a circulação e orientam os passageiros a descer dos veículos, gerando tumulto e longas filas de espera.
Um dos rodoviários, que preferiu não se identificar, afirmou que, mesmo com o repasse já realizado pela Prefeitura, os benefícios ainda não foram pagos.
“Até agora não pagaram nenhum vale, nem o décimo terceiro. Pedimos aos vereadores que fiscalizem essa situação”, declarou.
Entre os usuários afetados estava Georgete Silva, de 60 anos, moradora da AM-010. Ela aguardava no Terminal 1 a linha que segue para a rodovia estadual e demonstrou preocupação com os atrasos.

“É uma grande falta de respeito com os usuários. A gente trabalha, tem compromisso. Eu ia para a Novena e já não vou mais por causa da paralisação. Moro na AM-010; se eu perder o ônibus, só consigo outro seis horas depois, porque demora”, lamentou.
Também prejudicado, Felipe Paes, de 24 anos, seguia para o trabalho na Praça 14 e acabou chegando atrasado.
“Por um lado, eles estão certos; por outro, acabam prejudicando nós, trabalhadores. Os empresários não querem pagar e quem sofre somos nós. Não é a primeira vez que isso acontece. Tem que haver compreensão porque os motoristas são pais de família e precisam receber. Vou chegar atrasado no meu trabalho”, afirmou.

Já a aposentada Etelvina Lima, de 77 anos, moradora do bairro São Geraldo, disse apoiar a mobilização.
“Acho que eles estão certos. Errados estão os que não pagaram. Meu filho foi cobrador por muitos anos, sei bem o que eles passam”, disse.

Por volta das 15h30, os ônibus voltaram a circular. A reportagem entrou em contato com o Sinetram, com o Sindicato dos Rodoviários e com a Prefeitura de Manaus para esclarecimentos e aguarda retorno das instituições.












