Letícia Rolim – Rios de Notícias
BRASIL – O empresário Pablo Marçal emergiu como uma figura de destaque no cenário político brasileiro ao anunciar sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Sua proximidade com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro tem intensificado a atenção em torno de sua possível candidatura.
Marçal que é conhecido por sua atuação nas redes sociais como influenciador digital, tem mantido uma relação próxima com Bolsonaro, levando muitos a especularem sobre sua posição como sucessor do ex-presidente para as eleições de 2026, dado que Bolsonaro está atualmente inelegível. No entanto, apesar da declaração de intenção, Marçal ainda não formalizou sua candidatura oficialmente.
As especulações em torno de Marçal ganharam força após pesquisas de opinião indicarem que ele já possui até 10% das intenções de voto para a Prefeitura de São Paulo. Esse índice sugere uma significativa base de apoio, mesmo sem uma candidatura formalizada.
O analista político Diogo da Luz comentou sobre o “fenômeno Marçal”, observando que o interesse por sua candidatura reflete o desejo de parte do eleitorado em encontrar um novo “herói salvador da pátria” na ausência de Bolsonaro.
“Esse número, para mim, deixa claro que as pessoas continuam procurando um herói salvador da pátria, uma vez que Bolsonaro ficou inelegível”, afirmou da Luz.

Comparação de ambos
Diogo da Luz, analista político, fez considerações sobre a relação do empresário Pablo com o ex-presidente Bolsonaro, sua pré-candidatura e a possibilidade de ser visto como um “novo Bolsonaro”.
“Pablo tem algumas características que se assemelham ao Bolsonaro. Ele passa a imagem de alguém que se fez do nada, de um atendente de telemarketing para um empreendedor de sucesso, além de ter alguns atributos mais favoráveis”, declarou Da Luz.
O analista destacou também os pontos positivos do empresário.
“Ao se apresentar como alguém que veio para mudar a forma de fazer política, ele tem ainda maior legitimidade. Tem inteligência bem acima da média, longe de ser um intelectual, mas com maior bagagem cultural. Consegue debater sobre princípios econômicos e até filosóficos. Sabe traçar seus objetivos e vender sonhos e ilusões”, ressaltou Diogo.
No entanto, Diogo da Luz apontou também os pontos fracos de Pablo: “Fez fortuna sem construir bens palpáveis às pessoas comuns e com isso não tem entregas que possa contar ter feito. Se encanta muitos à primeira vista, mas desperta em outros a impressão de não ser verdadeiro, ainda mais que, não raro, conta histórias imagináveis”, disse.
O analista político compartilhou ainda sua impressão sobre a real intenção da pré-candidatura de Pablo.
“Sinto que ele se apresentou só para assustar e negociar a sua desistência, mas, se até julho ele passar de uns 15%, os planos podem mudar. Ele só será candidato se sentir chances reais de disputar pela vitória”
Diogo da Luz, analista político
Pré-candidatura
No início da semana, Marçal saiu de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmando que ele não apoiaria Ricardo Nunes (MDB) para a reeleição como prefeito de São Paulo por ele não ser conservador. Contudo, a situação mudou.
Na quinta-feira, 6/6, Marçal mudou de postura e elogiou Nunes depois de Bolsonaro negar a informação inicial e declarar apoio ao atual prefeito. Bolsonaro afirmou ainda que tem o compromisso de indicar o vice na chapa de Nunes, com o ex-coronel da Rota Mello Araújo como favorito para o cargo.
Em uma sabatina ao canal MyNews, Marçal destacou que Nunes é “esforçado” e um “cara bom”, mas criticou sua visão de futuro. “Eu estava assistindo ele falando, gostei do estilo dele. Ele é um cara bom, não acho ele ruim. Só que ele não representa o futuro”, declarou.
Apesar dos elogios, Marçal descartou uma aliança com Nunes, afirmando que espera vencer a eleição no primeiro turno.
Marçal, que se define como investidor e mentor, e não coach, destacou sua ideologia política ao se declarar “governalista”.
“Eu não sou comunista, e pasmem, mesmo tendo um grande grupo empresarial, eu não sou capitalista. Eu sou governalista. O governalismo é a pessoa cuidar dela. É você cuidar da sua vida primeiro, para depois querer cuidar dos outros”, explicou.
Caso eleito, Marçal promete que seu primeiro ato será editar um decreto simbólico que “libera” o povo de São Paulo para prosperar. Ele também descartou qualquer possibilidade de abandonar a disputa eleitoral.
*Com informações da Agência Estado












