Caio Silva – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – Parlamentares da oposição ocuparam nessa terça-feira, 5/8, as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados em Brasília, em protesto contra a decisão que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Senadores e deputados envolvidos na ação afirmam que o objetivo é pressionar pela análise de um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, criticando sua decisão de prender Bolsonaro em regime domiciliar.
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Por conta da mobilização, as sessões previstas para esta terça-feira na Câmara e no Senado foram canceladas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, parlamentares, incluindo o deputado federal Alberto Neto (PL-AM), apareceram com a boca coberta por fita, em referência às decisões de Moraes consideradas arbitrárias por apoiadores e membros da extrema direita.
“A partir desse momento, a oposição ocupa a Câmara e o Senado em protesto para paralisar o Congresso Nacional e buscar uma pauta que pacifique o país, como a anistia e o impeachment de Alexandre de Moraes”, afirmou Neto.
Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante (PL), o Congresso Nacional tem tido suas prerrogativas desrespeitadas pelo ministro. “Estamos na Câmara e no Senado, ocupando as duas mesas diretoras e não sairemos até que os presidentes das duas casas se reúnam para resolver um problema de soberania nacional”, afirmou.
O parlamentar ainda classificou Moraes como um violador de direitos humanos e destacou que países democráticos não toleram tais violações. “A oposição da Câmara e do Senado, a partir de agora, ocupa ambas as mesas e não sairemos daqui até que os presidentes de ambas as casas busquem uma solução para pacificar o Brasil”, declarou.
Entre as principais exigências da oposição estão:
- A votação do pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes;
- A aprovação de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro;
- O avanço da PEC que elimina o foro privilegiado, transferindo o julgamento de autoridades do STF para a justiça comum.






