Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Vereadores de oposição ao prefeito David Almeida (Avante) estão à frente das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) instauradas nessa quarta-feira, 18/9, na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Os nomes dos parlamentares escolhidos foram publicados na quarta-feira, 18, na edição n° 2088 do Diário Oficial do Legislativo Municipal.
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A ‘CPI dos Contratos’ ou ‘da Terceirização’ irá investigar pagamentos feitos a pessoas próximas a David Almeida, por empresas que possuem contratos com a Prefeitura de Manaus.
Dentre elas a sogra do prefeito, Lidiane Fontenelle, a noiva Izabelle Fontenelle, e o genro Gabriel Alexandre, o que demonstraria suspeitas de favorecimento a familiares.
Ex-aliado do prefeito David Almeida, o vereador Lissandro Breval (Progressistas), autor do requerimento que deu origem ao pedido da CPI, será o presidente. O relator será o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas). Ambos são opositores diretos da gestão de David Almeida.
Os vereadores Daniel Vasconcelos (Republicanos), da oposição; Eduardo Alfaia (Avante), líder do prefeito na CMM; e Luis Mitoso (MDB) que é da base do prefeito, serão membros dessa Comissão.
Nessa CPI serão três opositores ao atual prefeito e dois parlamentares que fazem parte da base do mandatário no parlamento municipal.
CPI da Semcom
A ‘CPI da Semcom’ ou ‘da Comunicação’, que tramita desde março deste ano, vai investigar o pagamento feito em espécie, dentro da Secretaria de Comunicação do município (Semcom).
A Comissão será presidida pelo vereador William Alemão (Cidadania). O relator dos trabalhos será o vereador Capitão Carpê (PL). Ambos também são membros da oposição à atual gestão na Câmara.
Diego Afonso (União Brasil), da oposição; Fransuá (PSD) e Raulzinho (MDB), da base de David Almeida, são os membros da CPI da Semcom.
A oposição também será maioria nessa CPI com três parlamentares contra dois da base do prefeito David Almeida.
A escolha dos integrantes foi feita em reunião do colegiado de líderes, após a Sessão Plenária dessa quarta-feira, 19.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Manaus para buscar uma posição oficial do órgão após a instauração das CPIs, mas até o fechamento deste matéria não houve resposta. O espaço segue aberto.






