Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Ibama no Amazonas divulgou, nesta quarta-feira, 21/1, o balanço da Operação Sauim, realizada em dezembro de 2025, em Manaus. A iniciativa teve como foco a proteção do sauim-de-coleira, primata símbolo da capital amazonense e classificado como criticamente ameaçado de extinção.
A ação teve como objetivo principal reduzir os impactos causados pela expansão urbana desordenada, combatendo a perda de habitat, a mortalidade da espécie e irregularidades ambientais que afetam não apenas o sauim-de-coleira, mas também outros animais da fauna amazônica.
Entre as ameaças identificadas durante a operação estão o desmatamento ilegal, empreendimentos sem licenciamento adequado, eletrocussões em redes de energia elétrica, além de atropelamentos e ataques de animais domésticos, fatores que contribuem para o declínio da população do primata.
A Operação Sauim foi desenvolvida em três eixos de atuação: a verificação da legalidade da supressão de vegetação; a fiscalização do cumprimento das condicionantes ambientais previstas nos licenciamentos; e a cobrança de medidas preventivas junto à concessionária de energia para reduzir o risco de eletrocussão de animais silvestres.
Como resultado das fiscalizações, o Ibama lavrou seis notificações e determinou a paralisação de uma obra. As medidas fazem parte do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-Coleira e são consideradas essenciais para minimizar os riscos à sobrevivência da espécie.

De acordo com o superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, o sauim-de-coleira simboliza a presença da biodiversidade em áreas urbanas e expõe a necessidade de equilíbrio entre crescimento econômico e conservação ambiental.
“O sauim-de-coleira mostra que a biodiversidade também vive na cidade. Quando o desenvolvimento avança sem planejamento e cuidado ambiental, a fauna é diretamente impactada, e isso não é mais aceitável”, afirmou.
Durante a operação, as equipes do Ibama analisaram estudos ambientais, autorizações, medidas de mitigação e compensação, além de realizarem vistorias em campo, nas quais foram constatadas diversas irregularidades.
Ainda segundo Joel Araújo, todas as providências administrativas previstas na legislação ambiental foram adotadas, reforçando que o crescimento urbano de Manaus deve ocorrer de forma responsável.
“Não há espaço para o desenvolvimento urbano baseado na destruição ambiental. O Ibama continuará fiscalizando, orientando e, quando necessário, aplicando sanções. Proteger a fauna amazônica é proteger o futuro da própria cidade”, concluiu.












