Redação Rios
MANAUS (AM) – Nove integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional estão sendo procurados no Amazonas. As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada e tinha ramificações em diversos estados do país.
Os suspeitos foram identificados como Alexandre Braz Maia, Allan Kleber Bezerra Lima – apontado como líder do esquema -, Bismarque de Souza Pereira, Luana Ferreira Tavares, Messias Daniel da Silva Alves, Monique Kelly Galvão de Sousa, Nubia Rafaela Silva de Oliveira, Pedro Igor Garcia Rodrigues e Pedro Sergio Saraiva Rocha Júnior.

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De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, no âmbito da Operação Erga Omnes, deflagrada na sexta-feira, 20/2, o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar recursos e dar suporte à comercialização de drogas em diferentes regiões do país. As apurações também indicam que o esquema contava com a colaboração de pessoas ligadas à administração pública.
Como Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que acumulou, entre 2021 e 2025, ao menos R$ 586.463,85 em remuneração líquida paga pela Prefeitura de Manaus. Ela foi presa na sexta-feira, 20.
Segundo o delegado Marcelo Martins, ex-assessores com atuação na área da advocacia e servidores públicos lotados em setores estratégicos estariam envolvidos no esquema, facilitando o acesso da organização a informações e estruturas institucionais.
As investigações revelaram ainda que Allan Kleber Bezerra Lima mantinha contato próximo com esses colaboradores e afirmava ter influência em diversos órgãos, o que, segundo a polícia, reforçava a sensação de impunidade dentro do grupo. A informação consta na análise de dados extraídos de um celular apreendido durante a operação.
Outro ponto apurado é que o suspeito se apresentava como evangélico e atuava em uma igreja no bairro Zumbi dos Palmares, na zona Leste de Manaus. Conforme a investigação, espaços religiosos estariam sendo utilizados como forma de disfarce social das atividades criminosas.
Informações sobre o paradeiro dos investigados podem ser repassadas de forma anônima pelos números 197 e (92) 3667-7575, ou pelo 181.
*Com informações da Assessoria






