Redação Rios
MANAUS (AM) – Três homens, de 39, 42 e 46 anos, que não tiveram a identidade revelada, foram presos durante a segunda fase da Operação Mateus 7:15, investigados por estupro de vulnerável, favorecimento à exploração sexual de crianças e adolescentes e armazenamento e divulgação de pornografia infantil.
As prisões aconteceram nos bairros Da Paz, Cidade de Deus e Compensa, nas zonas Centro-Oeste, Norte e Oeste de Manaus.
A operação é um desdobramento da primeira fase da Operação Mateus 7:15, realizada em 31 de março deste ano, que resultou na prisão de um líder religioso de 38 anos. O homem é investigado por usar um projeto religioso para conquistar a confiança de crianças e adolescentes com o objetivo de abusá-los sexualmente.
A delegada Mayara Magna, adjunta da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), explicou que a análise do celular do líder religioso revelou uma rede de contatos envolvidos no compartilhamento e incentivo à exploração sexual infantojuvenil.
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“Em decorrência do celular desse líder religioso, nós conseguimos, por meio de investigação, detectar uma rede de compartilhamento e uma rede de interlocutores que compartilhavam essas informações”, disse a delegada.
Os crimes confessados
Conforme a polícia, um dos suspeitos confessou ter cometido estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos e uma adolescente de 13 anos. Além disso, ele incentivava o líder religioso a abusar de uma vítima de 8 anos, solicitando fotos e vídeos dos crimes.
Um outro suspeito de 46 anos, pai de dois filhos, teria permitido que o líder religioso ficasse a sós com seus filhos, permitindo que o homem tocasse nas partes íntimas de um adolescente de 12 anos.
Outro preso, um vigilante de 39 anos que também trabalhava como motorista de aplicativo, é suspeito de captar mais crianças para o líder religioso e de trocar materiais pornográficos.
O terceiro suspeito teria confessado, por meio de mensagens, ter estuprado uma criança de 10 anos e um adolescente de 13. Ele também trocava e compartilhava conteúdo pornográfico com o mesmo líder religioso.
Os três suspeitos responderão pelos crimes de estupro de vulnerável, armazenamento e divulgação de pornografia infantil e favorecimento à prostituição ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Eles passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.






