Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Coordenada pelo Ministério da Defesa e conduzida pelo Comando Conjunto Apoena, a Operação Ágata Amazônia 2025 tem como objetivo reforçar a presença do Estado na região amazônica e apoiar o combate aos crimes transfronteiriços e ambientais.
Na fase atual, dedicada ao enfrentamento do garimpo ilegal, dez dragas que estavam em operação ou escondidas na região foram localizadas e inutilizadas nos últimos três dias. A ação conjunta tem causado prejuízos significativos às estruturas clandestinas envolvidas na exploração ilegal dos rios da floresta.
No último sábado, 24/5, uma estrutura de grande porte foi localizada no Rio Puruê, nas proximidades do Paraná do Cunha (AM). No local, as equipes encontraram uma draga, um empurrador e uma balsa abastecida com combustível, além de armamento e mercúrio — substância altamente tóxica utilizada na extração de ouro.
Todo o material foi apreendido e os equipamentos foram inutilizados, conforme os protocolos legais. A ação contou com o apoio de agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Polícia Federal (PF), que atuaram embarcados em meios fluviais da Marinha do Brasil (MB) e do Exército Brasileiro (EB).
O reforço nas operações de busca, patrulhamento fluvial, inspeções navais e o uso de aeronaves de reconhecimento têm permitido uma resposta rápida e eficaz às atividades ilícitas na região.
Além do combate ao crime, assistência às comunidades
A Operação Ágata Amazônia 2025 também presta assistência humanitária às populações tradicionais, com mais de 45 mil atendimentos médicos realizados e cerca de 110 mil medicamentos distribuídos em aproximadamente 50 comunidades indígenas e ribeirinhas.
Com uma área de atuação superior a 510 mil quilômetros quadrados — equivalente ao território da Espanha —, a Operação reforça o compromisso do Estado brasileiro com a preservação da floresta, a proteção das populações tradicionais e o enfrentamento das atividades ilegais na Amazônia.






