Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A onça-pintada resgatada às margens do rio Negro, em Manaus, recebeu nesta quarta-feira, 5/11, uma coleira de monitoramento via satélite, última etapa antes da soltura, prevista para ocorrer ainda na primeira quinzena de novembro.
O procedimento foi realizado no Zoológico do Tropical Hotel Amazônia, instituição administrada pela empresária Maria do Carmo Seffair.
Segundo o biólogo e coordenador da reabilitação do animal, tenente Nonato Amaral, o equipamento irá registrar a posição da onça a cada hora, enviando os dados por satélite.

“Esse colar funciona como um rastreador inteligente, que nos mostra se a onça está se movendo bem, caçando e se adaptando ao novo território”, explicou Amaral.
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O biólogo destacou ainda que o monitoramento tem como objetivo acompanhar a adaptação pós-soltura. “Quando bem dimensionada, a coleira é leve e segura. Não causa dor e não interfere no comportamento natural”, completou.
Reabilitação e recuperação
Durante o mês de outubro, o felino — um macho jovem, com cerca de 3 a 4 anos e 54 quilos — apresentou boa recuperação, especialmente no olho lesionado. No sétimo dia de reabilitação, o inchaço havia desaparecido e os reflexos estavam preservados, indicando que não houve perda de visão.
Amaral explicou que o tratamento incluiu o uso de cápsulas de ômega 3, que auxiliaram na regeneração da retina. “No 12º dia, o olho mostrou uma grande evolução. Foi um alívio ver a recuperação total da visão”, disse Amaral.
A dieta do animal é variada, composta por carnes, aves e peixes, escondidos no recinto para estimular os instintos de caça. “Trabalhamos a reabilitação, não o conforto. O objetivo é que o animal volte preparado à natureza”, concluiu.






