Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A venda do gás de cozinha no Amazonas está entre as mais caras do Brasil, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A análise mostra que o botijão de 13 quilos chega a ser comercializado por em média R$ 125,19 na revenda.
Este valor superior à média nacional de cerca de R$ 110,38, e acompanhando os maiores preços praticados na Região Norte. As distribuidoras Fogás e Amazongás, que dominam o mercado de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) no Amazonas e em outros estados da região, são apontadas como responsáveis pelo repasse.
No Estado, a margem de distribuição passou de 35,4% do preço total em 2022 para 58,5% em 2025, de acordo com os números oficiais, enquanto a participação do produtor e da revenda recuou no mesmo período.
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Os dados detalham que, em novembro de 2022, quando o botijão custava cerca de R$ 113,20, a distribuição representava R$ 40,13 do valor total. Em novembro de 2025, com o preço na casa dos R$ 125,19, esse montante saltou para R$ 73,30, representando mais da metade da composição de preço.
No cálculo atual, a parcela correspondente ao ICMS no preço do gás de cozinha no Amazonas gira em torno de 15,2%, enquanto o custo do produto em si — antes de tributos e margens — representa uma fatia menor. O GLP também é comercializado na modalidade a granel, com o preço por quilo chegando a valores entre R$ 8,99 e R$ 9,04.

As distribuidoras são abastecidas com GLP produzido no Polo Urucu (Coari), que é transportado até Manaus por meio de uma dutovia de mais de 600 quilômetros. Segundo relatos aos órgãos reguladores, a mudança na infraestrutura logística após a venda de ativos da antiga refinaria local passou a impactar os custos de distribuição.






