Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O recente surto do vírus Nipah na Índia reacendeu alertas sanitários em países da Ásia e chamou a atenção da comunidade internacional. Apesar da alta taxa de letalidade, especialistas reforçam que o risco de disseminação global é considerado baixo.
O Nipah é um vírus raro, grave e zoonótico, transmitido de animais para humanos, com os morcegos frugívoros como principais reservatórios naturais.
A transmissão entre pessoas ocorre apenas em contatos muito próximos, como familiares ou profissionais de saúde, diferentemente da Covid-19, que se espalha facilmente pelo ar.
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Segundo a infectologista Fabiane Giovanella Borges, os surtos recentes estão concentrados em regiões específicas da Índia.

“O Nipah exige contato direto com secreções ou fluidos corporais e não se espalha facilmente. Com isolamento precoce e vigilância ativa, os surtos permanecem geograficamente limitados”, explica.
Para a população em geral, a prevenção passa por medidas simples, como higienizar bem frutas e alimentos, evitar consumo de produtos potencialmente contaminados, manter higiene das mãos e procurar atendimento médico ao apresentar febre associada a sintomas neurológicos ou respiratórios, especialmente após viagens a áreas afetadas.
Profissionais de saúde devem reforçar o uso de equipamentos de proteção individual, isolar casos suspeitos e notificar imediatamente as autoridades sanitárias, medidas que também ajudam a conter outros agentes infecciosos.
Embora não exista vacina nem tratamento específico, especialistas destacam que a resposta rápida baseada em isolamento, rastreamento de contatos e tratamento de suporte tem sido eficaz para conter surtos.
O infectologista Nelson Barbosa reforça que, apesar da letalidade do Nipah, o vírus não é nativo das Américas e requer contato próximo para transmissão, tornando o risco de chegada ao Brasil baixo.

“Atenção, vigilância e informação são fundamentais, mas não há motivo para pânico. O país está preparado para responder rapidamente a qualquer caso suspeito”, explicou.






