Gabriel Lopes – Rios de Notícias
BRASIL – Com os dias passando a ser cada vez mais quentes em boa parte do planeta, um estudo da Agência Espacial Americana (Nasa) constatou que em cerca de 50 anos, alguns lugares do mundo poderão se tornar inabitáveis com o aumento das temperaturas. Partes das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil estão incluído nesse rol.
O estudo científico que mapeou cinco regiões da Terra onde o calor pode tornar impossível a sobrevivência humana dentro de cinco décadas. Atualmente, o vermelho, que marca as temperaturas acima da média, é a cor dominante do mapa global.
Os países do Hemisfério Norte, onde é verão, sofrem com ondas de calor, como a que afeta estados do Oeste e do Leste dos Estados Unidos. No Hemisfério Sul, o inverno não tem força para impedir que as temperaturas passem dos 35º em cidades do Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil.
O aumento da temperatura é uma das principais consequências das mudanças climáticas. Cientistas enfatizam que a tendência é que o mundo continue a esquentar, caso das emissões de gases do efeito estufa continuem a seguir em ritmo acelerado. Ondas de calor já têm se tornado mais frequentes e severas.
Outro aumento preocupante é o do nível do mar, com o derretimento das geleiras polares e das calotas glaciais, inundando áreas costeiras, deslocando populações e ameaçando infraestruturas. Cidades como Miami e Rio de Janeiro estão em risco.
Ondas de calor, secas, inundações e furacões se tornam mais frequentes e intensos, sendo eventos climáticos extremos que causarão danos à agricultura, à infraestrutura e à saúde humana. A Europa e a América do Norte já sofrem com eventos extremos.

As regiões áridas podem se tornar ainda mais secas, com mudanças nos padrões e precipitação, enquanto outras podem sofrer chuvas torrenciais, levando a inundações e erosão do solo. A África Subsaariana e o Nordeste do Brasil já enfrentam escassez de água.
O aumento do dióxido de carbono na atmosfera torna os oceanos mais ácidos, gerando a acidificação dos oceanos, que ameaça a vida marinha, especialmente corais e crustáceos, que são essenciais para os ecossistemas oceânicos. A Grande Barreira de Corais, na Austrália, está branqueando e morrendo.
O aumento das temperaturas e as mudanças nos padrões climáticos podem levar a perda de biodiversidade, com a extinção de diversas espécies de plantas e animais, desequilibrando os ecossistemas e impactando a cadeia alimentar. A Amazônia, por exemplo, pode perder até 60% de suas espécies até 2100.

O calor extremo também pode ter impactos na saúde humana, com a poluição do ar e a disseminação de doenças transmitidas por vetores, como malária e dengue, que aumentam o risco de doenças respiratórias, cardiovasculares e infecciosas. As ondas de calor na Europa em 2003 causaram milhares de mortes.
O aquecimento global pode ter impactos socioeconômicos, levando à migração em massa, conflitos por recursos e perdas econômicas significativas. Países em desenvolvimento, como os da África e da Ásia, são os mais vulneráveis.






