Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A declaração do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), sobre a criação do Cossud (Consórcio Sul-Sudeste) em busca de maior “protagonismo” político e econômico no Congresso Nacional tem gerado polêmica e debates.
Em entrevista ao programa Código Aberto da Rádio RIOS FM 95,7, a presidente do NOVO no Amazonas, Maria do Carmo Seffair, esclareceu o posicionamento do partido em relação ao tema, destacando a importância da união entre as regiões e a necessidade de focar em propostas que atendam aos interesses de todo o Brasil.
Maria do Carmo disse que não há qualquer discurso dentro do partido que coloque o Sul e Sudeste contra as regiões Norte e o Nordeste. Ela frisa que o NOVO prega a união entre as regiões, e critica a polarização política que tem prevalecido nos últimos anos, prejudicando o país e o povo por conta de interesses políticos individuais.
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“Nem faz sentido para um governante que tenha qualquer tipo de pretensão política plantar ou disseminar esse tipo de notícia. Essa guerra de narrativas que se instalou no país nos últimos anos é nociva. Quem conhece o governador Zema sabe que ele não tem esse perfil separatista”, enfatizou Seffair.
Além disso, Maria do Carmo que também é reitora da FAMETRO e mantenedora da rede RIOS DE COMUNICAÇÃO defende que cada governador tem o direito de resguardar os interesses de sua região, desde que não seja em oposição ou prejuízo a outras partes do país.
Ela argumenta que o Amazonas precisa ter um protagonismo adequado, considerando que o Estado tem realidades e interesses específicos que precisam ser contemplados.
“Como governador de Minas Gerais, ele [Zema] pode falar isso. Assim como o governador do nosso Estado pode e deve defender os interesses da nossa região. Não é errado dizer que quer fazer um consórcio do Norte. Por que não? Isso é defesa dos interesses. Agora, se você está na presidência, aí não pode falar. O Flávio Dino, como ministro de um país, não pode colocar esse tipo de divisão na política nacional”, pontuou.

Polarização
Durante a entrevista, a presidente do NOVO criticou a polarização política e o fomento de discórdias entre as pessoas. Ela enfatizou a importância de se avançar com propostas e projetos concretos que beneficiem o Brasil como um todo, ao invés de buscar interesses pessoais e politiqueiros.
“Essa ideia de tentar polarizar algo que ainda nem começou só atrasa. Eu acho que o país tem pautas interessantes. A gente tem que se manifestar sobre os interesses do nosso Estado e o que precisamos para avançar. E quando a gente olha muito para fora, a gente esquece de trabalhar. Isso é fato”, emplacou.
Como exemplo, foi mencionado o Consórcio Nordeste, que foi formado sem causar polêmicas e tem atuado na defesa dos interesses da região. A ideia de formar frentes como essa foi defendida por Seffair como uma alternativa positiva para buscar soluções conjuntas que também destaquem a unidade do partido, apesar de eventuais divergências. “Aliás, quando o Consórcio Nordeste foi formado, ninguém falou que era algo excludente, achou até natural”.
“A gente precisa olhar para frente e parar com essa mania de ganhar a eleição ou se eleger às custas de mentira. Precisamos avançar com propostas, com coisas boas. Enfim, é uma política que a gente sonha e quem sabe um dia a gente consegue realizar. Quem é do NOVO e entende bem as propostas do partido sabe que esse tipo de narrativa não se cria. Eu acho que realmente foi uma tentativa de cancelamento, mas que não vai colar, porque essas narrativas só colam quando não tem substrato”, argumentou.
A entrevista trouxe esclarecimentos sobre a posição do partido em relação à polêmica envolvendo o Cossud e a busca por maior protagonismo político e econômico no Congresso Nacional.
O cenário político nacional segue movimentado, com debates sobre a polarização e a necessidade de focar em propostas que atendam aos interesses de todo o Brasil.






