Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “Nada sem fiscalização funciona”, comentou a reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair, ao ser convidada pelo no programa Além da Notícia, comandado pelo jornalista Paulo Mathias, nesta quinta-feira, 26/6, para falar sobre uma possível fraude na educação, que envolve 858 milionários com bolsas de estudo pelo programa Universidade Gratuita, de Santa Catarina.
Investigações do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TSE-SC) apontam que 18.283 inscrições apresentam indícios de irregularidades. Entre eles, 858 alunos com patrimônio igual ou superior a R$ 1 milhão. Doze ultrapassam os R$ 10 milhões em bens.
“O programa não é o problema, o problema são as pessoas. Eles têm que ser fiscalizados e auditados permanentemente, nada sem fiscalização funciona. O programa não é errado e a ideia é valida, mas nada sem fiscalização funciona. Só quem trabalha com educação sabe o quanto esses programas são necessários”, salientou Maria do Carmo.

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De acordo com a reitora, as bolsas precisam ser incentivadas, principalmente porque as vagas em universidades públicas são limitadas e, na sua maioria, são ocupadas por alunos de maior poder aquisitivo e que podem pagar cursos preparatórios.
“As universidades públicas atendem basicamente uma elite nos cursos de ponta e sobra pras pessoas as cotas e as migalhas. Já nas instituições privadas como a Fametro, fazemos um trabalho magistral”, informou, dando como exemplo as unidades que o grupo implantou em municípios do interior do Amazonas, onde não há universidades públicas.
Fraudes na educação
As bolsas do programa Universidade Gratuita e do Fumdesc (Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense) em que foram visualizadas as irregularidades são destinadas para alunos em condições de vulnerabilidade social.
O Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (Fumdesc) gerencia parte da verba destinada as bolsas e, por meio de nota, disse que irá investigar todas as inconsistências apontas pelo TCE-SC. Caso se comprovem as fraudes, os responsáveis serão punidos e os cofres públicos terão que ser ressarcidos.






